A dignidade de João Paulo Juvêncio
“Estamos mesmo de novo lado a lado e assim ficaremos daqui por diante. Porque sempre devemos obedecer o que o pai da gente nos diz. E o meu pai (Marco Aurélio Cunha) um dia me disse que eu jamais deveria apoiar Carlos Miguel Aidar. Me arrependo amargamente por tê-lo desobedecido”.
O tapa na face que João Paulo Juvêncio deu nos cartolas que promoveram a indecente união entre o atual presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, e seu próprio pai, Marco Aurélio Cunha, no costado, e sob alta traição, ao avô Juvenal Juvêncio foi das maiores demonstrações de dignidade e honradez que este jornalista teve notícia.
Para entender melhor o contexto da ação, vale a pena ler matéria do “Blog do Juca Kfouri”:
http://blogdojuca.uol.com.br/2014/09/neto-de-juvenal-juvencio-desagrava-o-avo/
É o epílogo de um ato de desagravo, que teve início no posicionamento eleitoral a favor do avô e sequenciou-se na entrega do cargo, após diversas demonstrações de imoralidade do atual presidente tricolor, disfarçados de indignação fiscalizadora, iniciados com a traição a Juvenal Juvêncio – a quem Aidar bajulou e garantiu o equivocado terceiro mandato na gestão anterior – com aparente premeditação, em conluio com o grupo de Cunha, que dispensa apresentações após ser flagrado, nacionalmente, colocando o motorista para assinar seu ponto de vereador na Câmara, além doutras ações deploráveis como Conselheiro do clube.
A atitude de João Paulo merece ser aplaudida de pé e deveria servir de exemplo a traidores e traídos, demonstrando que há, não um garoto, como muitos dizem, mas um grande homem nas entranhas do São Paulo Futebol Clube.
EM TEMPO: não se trata, aqui, de avaliar a gestão Juvenal Juvêncio, que o blog elogiou quando necessário, mas bateu, duramente, em seus equívocos. Trata-se de dar importância a um gesto de dignidade, exaltando a correção e repudiando atos que fogem do mínimo de decência esperada numa relação entre seres humanos.

