Polícia descobre novo elo do PCC com o futebol

padrinho avaí

A Polícia de São Paulo, após investigações que, nesta semana, culminaram na prisão de mais de 40 integrantes do PCC, ligados ao tráfico de drogas, sob o comando de Marcola – agora “Russo” – encontrou indícios de que um dos detidos, Marivaldo Maia de Souza, o Tio, era braço da facção para lavar dinheiro no futebol.

Tio chegou a ser presidente do Itapevi, da segunda divisão paulista, e agenciava jogadores de menor expressão.

O PCC entendeu, há tempos, que as transações esportivas são perfeitas para lavar o dinheiro das drogas.

Possuem, invariavelmente, valores fictícios e partilhados com diversos fins, sem fiscalização adequada ou prestação de contas eficiente.

Meses atrás – e não por acaso – o traficante “Fusca”, para o PCC, conhecido no mundo do esporte como “Padrinho”, fez negócios com o Corinthians, dentro da sala do presidente do clube, um delegado de polícia, e, sem o menor constrangimento, tirou fotografias para registrar o momento.

Padrinho, sozinho, enviou mais de 100 vezes a quantia apreendida pela Polícia, na atual operação, para o Exterior, por intermédio do Porto de Santos, demonstrando sua importância na “organização’, e, principalmente, a periculosidade.

Era tão atuante no mundo do futebol, que, além de fazer negócios com dirigentes do Corinthians, arrendou, por um tempo, o Avaí-SC, beneficiou alguns jornalistas esportivos da BAND (provas serão postadas nos próximos dias).

Na emissora paulista, todos os jogadores ligados ao “Padrinho” passaram pelos programas esportivos, além de um de seus “parceiros”, o ex-jogador Marco Aurélio, ter frequentado os espaço de comentarista da casa, como convidado, fato que não mais se repetiu após a prisão do traficante.

Enquanto não houver transparência nas gestões esportivas de clubes e federações, o mundo do crime, cada vez mais organizado, dará as cartas não apenas nas transações de jogadores, mas também nas diversas atividades necessárias para promover suas mercadorias.

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