Recurso por cartão de Thiago Silva é atentado contra o esporte
A CBF estuda ingressar com recurso para tentar anular o cartão amarelo de Thiago Silva, recebido contra a Colômbia, que o retirou das semifinais da Copa do Mundo.
Se pega num texto mal redigido de regulamento, no Item 37, que diz:
“(…) a pedido de uma confederação, o comitê pode cancelar uma advertência que não tenha resultado em expulsão para restabelecer o equilíbrio entre equipes que não jogaram o mesmo número de partidas durante a competição OU EM OCASIÕES EXCEPCIONAIS”.
É evidente que se trata de golpe.
Não apenas contra o esporte, mas atingindo também outros participantes da Copa, que cumpriram suas punições, e também a própria Seleção Brasileira, que mancharia sua possível conquista com um gesto indigno de um campeão.
Apesar de que há um precedente, em 1962, quando a então CBD, por ocasião da expulsão de Mané Garrincha das semifinais da Copa, participou do sumiço do árbitro e do relatório da partida, que permitiu ao craque brasileiro disputar a Final, em tempos que a suspensão automática inexistia.
Na época, virou folclore, hoje, seria absolutamente inadmissível.
Mas não para a CBF, que pouco está se importando com o que é certo ou errado, envergonhando o torcedor brasileiro apenas em aventar a possibilidade de tal virada de mesa.

