O Corinthians tem memória. Vamos preservá-la
Por COMITÊ DE PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA CORINTHIANA
Somos todos a favor das homenagens – existimos graças à necessidade de se preservar as lembranças que tangem o imaginário corinthiano ao longo de seus mais de cem anos de história.
Porém, ao transformar uma extensão do Estádio do Corinthians em praça batizada com o nome do locutor esportivo Luciano do Valle, falecido recentemente – a quem temos profunda admiração e respeito –, permitimos que parte da biografia alvinegra seja deixada de lado em detrimento a interesses políticos.
Como, por exemplo, não intitular o espaço de Teleco, Amílcar, Neco, Tia Elisa, Chico do Charuto, Sócrates, Gilmar dos Santos Neves, Moisés (o Xerife) ou Mário Travaglini?
Note que assinalamos apenas algumas figuras emblemáticas que fizeram parte da narrativa corinthiana.
Pois bem, como Luciano era um notório pontepretano talvez o tributo tenha mais a ver se fosse cravado nos arredores do Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, ou ainda nas proximidades do bairro do Morumbi, onde o mesmo trabalhou por décadas.
Nas cercanias da nova morada corinthiana se faz obrigatória a presença de ídolos do clube.
E, como listado aqui, temos muita gente que merece ocupar essa singela plaquinha.
O CPMC sugere que seja feita uma consulta pública, com a possibilidade de votação popular – utilizando a democracia que sempre lhe foi característica – tendo o apoio da Bancada Corinthiana, da Câmara Municipal de São Paulo.
Comitê de Preservação da Memória Corinthiana – CPMC

