Corinthians esconde BRL TRUST no contrato com a CAIXA para enganar BNDES
Nos últimos dias, o jornalista Rodrigo Mattos, do UOL, vem detalhando o acordo entre Corinthians e Caixa, que viabilizou o empréstimo do BNDES para as obras do clube.
A não citação da BRL TRUST, verdadeira dona do estádio, ocasionou estranheza aos leitores mais bem informados.
Fácil de explicar.
Conforme publica Mattos, o contrato que dá poderes impressionantes a Caixa, inclusive de retirar o Timão do projeto, além de executar, sumariamente, 1/3 do Parque São Jorge, em caso de inadimplência do clube nas parcelas do empréstimo, foi assinado pelo presidente delegado Mario Gobbi, pelo diretor financeiro Raul Corrêa da Silva, além da Odebrecht, do Fundo Arena – FII, pela Arena Itaquera S/A, Jequitibá Patrimonial e a própria instituição financeira, obviamente.
A BRL, que tem graves problemas jurídicos, um deles, inclusive, ocasionando a penhora dos bens da empresa, e de seus proprietários, pela Justiça Federal, foi cirurgicamente ocultada.
Mas basta uma breve pesquisa na Junta Comercial de São Paulo para encontrá-la, ou a seus donos, como sócios do Fundo Arena -FII, da Arena Itaquera e da Jequitibá Patrimonial, que, não por acaso, surgiu como BRL Trust em sua primeira composição.
Uma ação de malandragem contra a população, que compromete os recursos públicos da CAIXA, e também do BNDES, que, não se sabe, foram ou se deixaram enganar pelo grupo que, a todo custo, precisa erguer o estádio em Itaquera.

