O juiz e os “organizados”
“(..) em suma, tudo não passou de um ato (nada abonador) de revolta dos torcedores. Fiéis que são – e disso a própria equipe se vangloria –, queriam apenas chamar a atenção: fazer com que os jogadores honrassem os salários que ganham; mostrando um futebol verdadeiramente brasileiro”.
O lamentável trecho acima foi retirado da sentença do juiz Gilberto Azevedo Morais Costa, que mandou soltar os bandidos que invadiram o CT da Ayrton Senna, na tentativa de intimidar, além de agredir jogadores e funcionários mais humildes do Corinthians.
Como no mundo do capitalismo não existe almoço grátis, nem há 100 % de gente boa, em todos os setores da sociedade, é sim um ato que gera extrema desconfiança.
E que poderia ser ainda mais perigoso, se fosse tratado com seriedade.
Não será.
Pelo menos até o recurso do MP-SP ser julgado, e, certamente acolhido, por quem, diferentemente do que se viu, honra o sentido da profissão comentada, ou seja, fazer Justiça, protegendo a sociedade de malfeitores.

