Babá – a simplicidade do 20º maior artilheiro da história do São Paulo
Estávamos, ontem, numa mesa do bar São Cristóvão, acompanhando o lançamento da obra “Almanaque do São Paulo”, escrita por José Renato Satiro Santiago Jr. e Raul Snell Jr., quando observamos um senhor, absolutamente sorridente e carismático, comprar um dos exemplares e solicitar um autógrafo, além de fotografias com os autores.
Ninguém o reconheceu.
De repente, estes ouvidos de jornalista, que passaram a ficar atentos após os olhos chamarem a atenção para a cena, escutaram: “E sou Babá, 20º artilheiro da história do São Paulo. Amo esse clube…”
Simples, comovente, como a humildade de quem não mais passou despercebido no local.
Babá foi aplaudido, requisitado para fotografias, deu autógrafo e,certamente, sentiu o reconhecimento que, por vezes, não acontece como deveria aos atletas de sua época, o final dos anos 60.
Valeu muito a pena prestigiar o amigo José Renato e ter adquirido uma de suas obras mais relevantes, mas Babá, um dos heróis retratados no livro, merecidamente, roubou a festa.
Em tempo: Babá assinalou 95 gols pelo Tricolor, três a menos que Friedenreich, e mais do que Kaká, Dodô, Palhinha, Dagoberto, Borges, Marcelinho Paraíba, Pita, etc., para ficarmos nos mais atuais.

