Como votaria Suplicy se fosse do Partido Nazista ?

É voz corrente, até entre os mais fervorosos inimigos do PT, que o senador Eduardo Suplicy não participa ativamente dos esquemas de corrupção de seus “companheiros” de partido.

Em miúdos, não rouba.

Porém, é inadmissível sua atuação cada vez mais submissa no que diz respeito a favorecer indiretamente àqueles que assaltam o país há tantos anos.

Ou o Senador Suplicy é tão inocente a ponto de não enxergar o óbvio ?

O conivente e conveniente discurso de votar com o partido, “para dar sequencia ao projeto de Governo”, e depois, na mesma entrevista dizer que “apesar de ter posição pessoal contrária”, nos remete ao julgamento de Nuremberg, nos tristes tempos do Nazismo.

Em que oficiais subordinados a Adolf Hitler tentavam escapar da condenação ao dizer que “apenas” obedeciam as ordens do partido Nazista ao cometer atrocidades, mas que, em alguns casos, gostariam de não tê-lo feito.

Suplicy, que há muito não precisa do PT para se eleger, precisa entender que ao facilitar a vida dessa gente com o covarde voto em grupo, ou seja, partidário, além de prejudicar toda uma população, está induzindo ao erro eleitores que nele acreditaram.

É obvio que ao se filiar a um partido, subtende-se que as diretrizes do mesmo se encaixam com a maneira de pensar do político, porém, há de se ter limites, principalmente contra os claros desvios de curso e conduta.

Suplicy, levando-se em consideração sua atuação política e partidária atual, tivesse vivido na Alemanha da segunda guerra mundial, se filiado ao partido Nazista, por acreditar no discurso, e depois se decepcionado com as conhecidas distorções do rumo político, teria coragem suficiente para votar contra os desejos de Hitler, mesmo sendo pessoalmente contrário às suas decisões ?

Certamente, naquele período, correria riscos de morte ao tentar fazer a coisa certa, porém, hoje, que riscos teria o Senador ao se omitir perante os desmandos claros, e condenados, de seus aliados políticos ?

Desfiliação partidária ?

Muito pouco para quem, aos poucos, está jogando no lixo uma biografia das mais interessantes, nesse tão enlameado mundo político brasileiro.

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