Justiça censura morador do Morumbi que incomoda o São Paulo
Sergio Orlando Santoro, presidente do MMT (Movimento Morumbi Total), foi proibido, em decisão judicial, de “fazer acusações” ou “ofender” o São Paulo Futebol Clube em entrevistas, blogs, jornais, etc.
A multa, em caso de desobediência, será de R$ 50 mil.
Um verdadeiro absurdo.
Independentemente do mérito desta longa briga entre o morador e o clube, impedir a livre manifestação é, sem dúvida, uma violência ainda maior.
Que puna-se os eventuais excessos cometidos por ambas as partes, mas nunca o direito de expressar indignação ou de denunciar irregularidades.
Santoro errou, em alguns casos, porém, acertou em muitos, como no caso do esgoto a céu aberto, que obrigou o clube do Morumbi a se mexer, após anos de irregularidade.
O fato é que se impedir de “fazer acusações” já seria um abuso, como mensurar, previamente, sem julgamento, o sentido de “ofensa”.
Nem sempre o que é ofensivo para um necessariamente pode ser para outro.
Concordamos e discordamos de Santoro, algumas vezes, porém, sempre demos espaço não apenas às suas acusações, como também à defesa do Tricolor.
Impedi-lo de lutar, de maneira arbitrária, atenta não apenas contra o direito do cidadão de lutar pelo que acha certo – estando ou não com a razão – como demonstra o nível de censura, velada, por que passa nosso país neste momento.

