Triste submissão
A imprensa recebeu, em dois dias, mais notas oficiais do Hospital São Luiz do que no período em que o vice-presidente, José de Alencar, infinitamente mais importante do que o presidente do Corinthians, esteve internado entre a vida e a morte.
É, sem dúvida, o “furúnculo” mais famoso do Brasil.
Pior do que a evidente tentativa de espalhar a informação de que o mandatário alvinegro estaria impedido, por motivo de doença, de comparecer a “alguns” compromissos, é verificar que o teor da informação veiculada envergonha a classe médica desse país.
“Paciente em estado estável”, “não há previsão de alta”, entre outras frases que dão a entender que sofre de uma patologia gravíssima.
Não é, evidentemente, o caso.
Situação realmente constrangedora para os dois médicos que assinaram as notinhas, um deles o Dr. Kalil, por “coincidência”, conselheiro do Corinthians, o outro, que não causa surpresa alguma, o Dr. Joaquim Grava, um ortopedista polivalente, que assina obras do CT, compra matérias para o Departamento de futebol e agora assina laudos médicos de doença de pele.


