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Palavra do Magrão

Defender as nossas cores

Por SÓCRATES

http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=1662

Basquete

Mais uma vez o nosso basquete deixará de ir a uma Olimpíada. A razão está basicamente na falta de interesse dos nossos melhores jogadores em participar do evento. Sinceramente não entendo como isso é possível. Está certo que eles disputam a maior liga do planeta, ganham milhões de dólares anualmente e, portanto, estão com a vida feita. Mas será que não existe nem um resquício de nacionalismo no sentimento de algum deles?

Afinal, não foi um ou outro que declinou de sua participação no Pré-Olímpico, e sim todos que vão participar. Enquanto atletas de outros países brigam para poder defender suas bandeiras, os nossos inventam mil e uma desculpas para escapar da empreitada.

Quando estávamos fora do Brasil – toda aquela geração que disputou a Copa do Mundo de 82 –, ficávamos ansiosos no momento das convocações para a seleção brasileira, pois em determinado período nasceu em algum meio de comunicação a filosofia de que só os jogadores que atuassem no País deveriam vestir a camisa amarela.

Foi frustrante quando isso realmente aconteceu. Não havia ali nenhuma outra razão para querermos estar presentes, a não ser o prazer de vestir nossas cores e defender o nosso país. Aquilo representava o auge de nossas carreiras e não queríamos de forma nenhuma estar distantes daquelas oportunidades.

É, talvez o mundo tenha mudado, ou os seres humanos, mas mesmo assim esse fato é absolutamente incompreensível, ainda que questões políticas estejam interferindo na relação entre atletas e confederação. Só para variar.

Eterna dança

O campeonato deste ano bate todos os recordes de troca de técnicos na história do Brasileirão por pontos corridos. Uma verdadeira tradição nacional a se intensificar a cada ano.

O mais estranho dessa constatação é o fato de parecer impossível que os gestores dos nossos times não tenham consciência de as mudanças, de modo geral, pouco ou nada contribuírem para a evolução das equipes. Em muitos casos, percebemos o absurdo da especulação sobre a volta de um treinador que deixara o clube poucas semanas antes, como aconteceu com Cuca no Botafogo após a queda de Geninho. Por sinal, o mesmo Geninho que já respondeu pela direção técnica de duas equipes este ano e muito provavelmente dobrará o número de seus contratantes.

A razão para esse entra-e-sai de treinadores se deve principalmente à incapacidade dos nossos dirigentes de enfrentar a opinião pública, quando as coisas não andam bem para seus clubes.

Para desviar a atenção de suas incapacidades administrativas, já que são eles os responsáveis pelas contratações, trocam de técnico para gerar um fato novo e, assim, criar a esperança de transformar o caos em céu de brigadeiro. Como isso nem sempre ocorre, surgem mais e mais mudanças no comando técnico, limitando ainda mais a capacidade de ir a pique de suas naus. Nau sim, pois com esse tipo de comando um transatlântico nem vai ao mar, quanto mais navegar. E, por fim, ficam a torcer pelo imponderável. Simples, não?

Opção pouco convincente

Não sou adepto da idéia de poupar jogadores em algumas partidas, por causa, pura e simplesmente, da disputa de duas competições simultâneas. A saúde física e mental dos atletas, não há dúvida, deve ser absolutamente preservada, inclusive para o rendimento dos atletas atender à expectativa de quem o contrata. Cada caso, no entanto, deve ser analisado isoladamente, sem uma política definitiva.

Ainda que alguns jogadores sintam muito quando exigidos a jogar mais de uma vez por semana, outros até preferem estar sempre em atividade para conservar as melhores condições. Os primeiros devem ser utilizados segundo as exigências de cada torneio e de cada partida. Como, por exemplo, decidir retirá-los de campo quando a vitória está consolidada ou quando a superioridade técnica é claramente imposta em determinado confronto. Com os demais não se deve ter maiores preocupações.

Deixar de utilizar a força máxima disponível é mexer com o imponderável e, eventualmente, deixar de lutar por um título, ainda que a competição seja longa, pois nem sempre é possível recuperar os pontos perdidos no início do campeonato. Acredito que o objetivo máximo deve ser sempre procurado e deixar de lado a pretensão de conquistar todos os torneios possíveis me parece sinal de fraqueza ou falta de ambição.

A conquista de uma competição torna-se mais provável quando todos os esforços são destinados a encontrar uma equipe forte e coesa. E isso é mais difícil quando as competições em disputa são tratadas distintamente.

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2 comentários sobre “Palavra do Magrão

  1. Eduardo

    Talvez o Sócrates esteja mal informado, o Nenê teve CÂNCER, ele não inventou uma desculpa esfarrapada não.

  2. NAU

    If they don’t have the guts to come up here in front of you and say, ‘I don’t want to represent you, I want to represent those special interests, the unions, the trial lawyers’ … if they don’t have the guts, I call them girlie men.ArnoldSchwarzeneggerArnold Schwarzenegger, as Governor of California, referring to certain Democrat lawmakers, July 2004

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