Coluna do Fiori

fiori_g.jpg  FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADEFiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.br E-mail: caminhodasideias@superig.com.br  

CONAF

Externo meus cumprimentos ao presidente da Comissão Nacional dos Árbitros de Futebol Sérgio Correia da Silva que determinou aos árbitros que vierem a participar dos diversos campeonatos organizados pela CBF, para que não aceite comemorações provocativas ou que representem louvações a imoralidade.

Ora! Esta barreira se encontra na lei do jogo e ao meu tempo já aplicava quando sentia provocações principalmente ao comemorar-se o gol, o único diferencial é que em minha época a comemoração era voluntária, no hoje, estes festejos nos dão o entender que foi preparado por coreógrafo, deixaram de ser espontâneo.

Entendo que tanto no campeonato nacional ou nos regional designadamente o paulista que sigo com regularidade, diversos árbitros por viverem especificamente das taxas auferida ou politicamente se omitem em tomar providências, alem deste, a o fator de medrar nas possíveis criticas que lhe serão feitas por vários jornalistas dos diversos órgãos de comunicação fora o risco de ficarem sem escalas por não receberem respaldo de seus superiores.

 

PAULISTA – SERIE A1

Em Barueri, a equipe local recebeu o Palmeiras em partida bem disputada com arbitragem de Guilherme Cereta de Lima, como realce o mesmo marcou duas faltas penais, uma para cada equipe, ambas discutíveis, como a regra permite ao arbitro o direito da interpretação não entrarei no mérito, me chamou atenção à passividade do árbitro diante do avançar acintoso do goleiro Marcos do Palmeiras antes da cobrança efetuada pelo atleta do Barueri.

É neste ponto que os atuais membros da Comissão de Árbitros da FPF precisam chamar seus subordinados, cobrar mais atenção quanto ao respeito que os árbitros devem de ter sobre as leis do jogo, ou seja: O estrito cumprimento das mesmas, principalmente quando da cobrança da falta máxima, que tem por finalidade punir o infrator e não dar chance ao goleiro, como querem alguns dos vários pseudo-s entendidos da regra 14 – Tiro Penal que diz: O goleiro defensor deverá permanecer sobre sua própria linha de fundo, de frente ao executor do tiro e entre os postes de meta, até que a bola esteja em jogo.

 

NOROESTE X CORINTHIANS

Cléber Wellington Abade, árbitro deste cotejo com atuação distinta nos dois tempos do mesmo, nos primeiros 45 minutos sua atuação horrível inverteu faltas e não marcou outras para ambas as equipes, aos 22 minutos Lulinha recebeu falta grosseira seguidamente com o árbitro deixando o jogo correr, quando marcou, o pau quase comeu entre alguns atletas, sim, entendo que se deve dar a lei da vantagem, porem quando o lance é nocivo, a partida deva de ser paralisada de pronto.

Na segunda etapa, a coisa mudou, os ânimos foram serenados, houve colaboração e o resultado ajudou no trabalho do árbitro.

 

SERIE A3

Na cidade de Lins, jogaram Linense x Osvaldo Cruz arbitragem comandada por Christian Lopes, que no primeiro tempo da mesma distribuiu seis cartões amarelos, três para cada lado, em meu entender foram excessivos ao menos em três o reprimir verbalmente seria suficiente.

Esta partida foi televisionada pela Rede Vida e me chamou a atenção o dito pelo comentarista e ex-árbitro Antonio Cláudio Ventura quando participou que os árbitros receberam orientação para que agissem preventivamente e efetuasse advertência com o cartão amarelo para evitarem algo maior. Ora! Estão confundindo arbitragem de futebol com patrulhamento preventivo que é realizado pela PM com o intuito de prevenir delitos.

O árbitro é representante das leis do jogo e não pode confundi-las com delitos, entrar prevenido e ficar distribuindo cartões à torta e a direita, se assim agir, incitara a todos os atletas a praticarem o desrespeito para com ele e com o perigo destas manifestações se transportarem para os torcedores presentes no local do avento, entendo que se realmente transmitiram estas orientações às mesmas são dignas de rsrsrsrsrsrsrsrssrsr.

 

TORCIDAS ORGANIZADAS

O promotor publico Paulo Castilho, do Ministério Publico de São Paulo, afirmou que tentará extinguir as principais torcidas organizadas. A medida seria uma resposta das autoridades ao quebra-quebra protagonizado por torcedores, quando da disputa de uma partida de futebol de salão jogada em São Bernardo, entre Corinthians x Palmeiras.

Esperamos que o promotor Paulo Castilho, não venha seguir os passos de Fernando Capez, que com a mesma cantoria nada fez e se elegeu deputado estadual com votos adquiridos nestas agremiações.

 

POLITICA

Triste e lamentável o ato do atual ocupante do Palácio do Planalto, ao sancionar a lei que reconhece as centrais sindicais, o presidente vetou no artigo que autorizava o Tribunal de Contas da União (TCU) a fiscalizar a aplicação do dinheiro público por essas entidades, no meu entender é o dar a seus dirigentes, total liberdade para praticarem atos desonestos, uma vez que não serão fiscalizadas.

Ao que pergunto: onde estão os discursos de LULA, que apregoava que era de fundamental importância desatrelar os sindicatos da tutela do Ministério do Trabalho, dando-lhes vida política e econômica livre, independente e autônoma. E, para o exercício pleno desta autonomia, era indispensável extinguir o imposto sindical, principal cordão umbilical que os prende e os subjuga ao governo.

LULA argumentava que este tributo fomenta o peleguismo e produz sindicalistas acomodados e servis ao governo e aos patrões.

Atualmente entendo que os sindicatos são um grande antro de batotas a comandá-los, estas são minoria, usam da força e também de atos criminosos para continuarem no poder, aja visto as varias ocorrências estampadas nas manchetes de nossos vespertinos, fora o favorecimento que seus principais dirigentes obtém com cargos em órgãos públicos com fortes vencimentos mensais. É mole ou quer mais.

Acorda Brasil.

SP-08/04/08

As opiniões constantes neste espaço são de minha inteira e total responsabilidade e publicada pelos blogs:

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Pitacosdobodaum.zip.net.

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5 Comentários

  1. Todos que gostam de arbitragem devem ler os livros Estatísticos da Arbitragem Nacional e Paulista

    Um trabalho de resgate histórico da arbitragem brasileira. O livro conta a história dos últimos 40 anos de competição nacional, com as estatísticas dos árbitros que mais atuaram nas competições coordenadas pela CBF.

    Vendas: (11) 3392-4211 ou tesouraria@safesp.org – Sr. Joel. Valor: R$ 15,00 + postagem.

    É um trabalho de resgate histórico da arbitragem brasileira e paulista, onde dois livros serão lançados em breve.

    O primeiro contará a historia dos últimos 40 anos de competição nacional, com as estatísticas dos que mais atuaram nas competições coordenadas pela CBF. São dados do Campeonato Brasileiro da Série A (1967 a 2007) e da Copa do Brasil (1989 a 2007).

    Nesse livro, saberemos, por exemplo, que o Arnaldo Cézar Coelho é o recordista de atuações entre 1967 e 2007, ou que Carlos Eugênio Simon/RS poderá ultrapassá-lo, mas isto somente quando estiver bem próximo de completar os 45 anos.

    O segundo livro será ainda mais abrangente e contemplará mais de um século de dados! Conheceremos os árbitros que trabalharam na divisão principal do futebol paulista nos últimos 106 anos, de 1902 a 2008.

    Histórico – 1

    O primeiro Campeonato Paulista da história foi disputado por apenas 5 equipes. Após todas se enfrentarem em turno e returno, houve um empate na primeira colocação. Daí a necessidade de um jogo-extra para que se conhecesse o campeão.

    Não por acaso, o time que levantou a taça foi aquele em que jogava Charles Miller, introdutor do futebol no Brasil poucos anos antes. E, claro, também não foi à toa que ele mesmo terminou a competição como seu principal artilheiro, com 10 gols.

    A Arbitragem

    Interessante notarmos no quadro que o campeão de atuações no torneio foi Antônio Casimiro da Rocha, com seis escalas. No entanto, o árbitro escolhido para apitar a decisão do título foi Rócio Egydio de Souza, escalado apenas duas vezes até então. Mais curioso ainda é o fato que sua primeira partida naquele Campeonato Paulista ocorreu apenas na penúltima rodada.

    Curiosidades

    Eppinghaus, jogador do Mackenzie, foi o autor do primeiro gol da história do Paulistão, no dia 3 de maio de 1902.

    O estádio do Velódromo, que ficava na Rua da Consolação e pertencia ao Paulistano, havia uma placa nas arquibancadas onde se lia: “É expressamente proibido vaiar”.

    Embora já fosse cobrado ingresso para assistir às partidas, a que disputaram Internacional e Mackenzie no dia 29/05/1902 teve entrada grátis. Ou quase: de acordo com o que publicou o jornal ‘A Província de São Paulo’ no dia do jogo, “A entrada para este match será franqueada a toda pessoa decentemente trajada”.

    Histórico – 2

    Contando com os mesmos participantes da edição anterior, o Campeonato Paulista de 1903, por coincidência, terminou com as mesmas duas equipes empatadas na primeira colocação após os dois turnos.

    Sendo assim, novamente foi necessária a realização de um jogo-extra para se apontar o campeão. E exatamente como acontecera um ano antes, o SPAC venceu o Paulistano pelo mesmo placar e ficou com o bicampeonato.

    A Arbitragem

    Surge em 1903 o primeiro grande nome da arbitragem paulista: Hermann Friese. Alemão natural de Hamburgo, assim que chegou a São Paulo passou a integrar os quadros do Germânia, clube que defendeu com competência e do qual se tornou ídolo.

    Na época, era comum a jogadores também atuarem como árbitros e, nesta função, Friese pareceu ter ainda mais talento. Não só por ter sido o árbitro mais escalado naquele Paulistão ou mesmo por ter apitado a grande final, mas principalmente pela história que escreveria na arbitragem paulista nos anos seguintes.

    Detalhe curioso: Rócio Egydio de Souza, que dirigiu a finalíssima do Paulistão de 1902, não apitou um jogo sequer em 1903.

    Curiosidades

    A partida final entre SPAC e Paulistano começou cerca de 30 minutos após o horário previsto. Motivo: um dos jogadores do clube de origem inglesa, ao se dirigir já uniformizado para o estádio, foi abordado por um policial. Sem falar português, não conseguiu se explicar e foi detido, segundo constou no boletim de ocorrência, por “circular em trajes carnavalescos fora de época, ofensivos ao pudor por deixarem à mostra as pernas em público no Centro da Cidade”. Só depois que dirigentes do SPAC encontram o atleta e explicaram a situação, ele foi liberado.

    Em 1903, portanto logo em sua segunda edição, o Paulistão já viveu sua primeira polêmica. Tudo porque o árbitro Hermann Friese encerrou a partida aos 28 minutos do segundo tempo (e não aos 35, como previa a regra da época) pois não se sentiu em segurança para dar prosseguimento ao jogo devido às reclamações dos jogadores do Paulistano, inconformados com a não marcação de um pênalti. Apesar de reconhecer o erro do árbitro, a Liga resolveu manter o
    resultado do jogo e confirmar o título.

    Esses exemplos foram só, digamos, um cartão de visitas… Vem muito por aí e todos aqueles que gostam da arbitragem e de estatísticas esperam ansiosos por estes lançamentos.

    Nota: Quem foi o árbitro da decisão paulista de 1902? Nos estádios de futebol já foi proibido vaiar ou torcer com trajes carnavalescos? Um jogador podia ser árbitro no mesmo campeonato? Essas e muitas outras histórias e curiosidades você vai passar a conhecer.

    Fonte: Por Elicarlos da Silva e Christian Ducharme, do site cartao vermelho.

  2. Senhor Marcelo, promoveste o livro e ainda louvou o SAFESP, do qual foi elimiado honrozamente nas duas gestões do aragalo e com a participação dos demais dirigentes, por defender aos arbitros e abominar a subserviência., bem como o apadrinhamento escandaloso e nocivo por parte do presidente de então para alguns de seus associados em detrimento da maioria, como exemplo minha primeira eliminação.
    Sempre entendi e entendo q. o dever primeiro da entidade sindical é o total desvincular com os dirigentes federacionista, sim, viver com fidalguia, porem, em primeiro lugar estão os árbitros, e é obrigação defende-los.
    Não entendi,porem, agradeço sua participação.
    Caso houver interesse coloco-me a disposição, para um bate papo pessoal nas proximidades do SAFESP, uma vez q. por ter sido eliminado encontro-me impedido em adentra-la.

  3. Senhor Marcelo, não faça elogios ao Arnaldo e outros q. jamais defenderam aos arbitros, afirmo categoricamente estes somente defenderam a interesses proprios , como tenho convicção de que devam e tem muitas historia para nos contar e estas poderiam contribuir para com a verdade da corrupção passiva e ativa q. ocorreram e ocorrem nos bastidores do futebol.
    Acorda, Brasil

  4. Oieee… Aqui é a vick…
    Aqui é mt legalll amei vc fl do timão…hauahuahauh
    Passa lá…
    Bjs

  5. senhor Marcelo leia o livro”A REPUBLICA DO APITO” de minha autoria e desmita-me se tiveres algo contra oq escrevi e lhe provo q.td q.lá esta é correto.

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