A reunião do senado.

Hoje estive no Parque São Jorge e pude conversar com diversos conselheiros que se reuniram no local que eles chamam de “senado”, próximo a entrada do clube.


A discussão de idéias entre situação e oposição foi acirrada.


Estava ao lado de Roque Citadini quando Andrés Sanchez o abordou para contar a sua versão do caso Carlos Alberto.


Segundo Andrés, Dualib e Nesi Curi estavam assinando o atestado liberatório do jogador sem que o Corinthians recebesse nada por isso.


A oposição, segundo Andrés Sanchez, tomou a iniciativa de intervir na reunião para que os direitos do Corinthians fossem preservados.


O que me deixou mais intrigado nessa versão do Andrés foi que ouvi ele falar para o Citadini que foi o pessoal do Werder Bremen, da Alemanha, que ligou para ele solicitando a sua participação.


Mas em outra parte da conversa ele diz para Roque Citadini que Carlos Alberto estaria sendo negociado com o empresário Pini Zahavi, parceiro conhecido de Joorabchian.


Começo a achar a historia confusa.


Afinal, se foram os alemães que ligaram, porque o jogador seria negociado com o seu próprio dono ?


Por que o clube alemão ligaria para um dirigente da oposição alvinegra em um assunto que absolutamente não lhe compete ?


Para variar as historias não batem.


E dessa vez não podem alegar que a minha “fonte” estava equivocada.


Fui testemunha ocular de toda a conversa.


Os fatos aconteceram como narrei acima.


Honestamente achei que essa versão é um tanto quanto difícil de acreditar.


E, mesmo que seja verídica, não concordam que tudo continua muito nebuloso ?


Citadini após ouvir o relato de Andrés retrucou dizendo que não considera conveniente que um dirigente de oposição venha a se meter em negociação de jogador, principalmente no caso de Carlos Alberto, que segundo o presidente do CORI, é o mais enrolado nas fitas do MPF.


Andrés respondeu a Citadini que o que lhe interessava é o clube e que não queria saber do resto do caso, que ele não era policia federal e quem tem que apurar as irregularidades são os orgãos competentes.


Falou ainda que o que importa é que o dinheiro entre para o clube e que depois para quem eles vão distribui-lo, seja para a MSI, ou para outro lugar,  não é de interesse dele.


E você, caro leitor, não acha que um candidato a presidente do clube, líder da oposição, tem que ter interesse em saber tudo o que acontece com o clube, principalmente se negócios sujos estão ocorrendo ?


Não é conveniente dizer que “não é policia” para apurar os fatos ?


Ouvi no dia de hoje Andrés confirmar que realmente é amigo de Kia.


Disse que sua amizade com o mafioso iraniano não influencia em sua conduta no clube.


Bem, vamos aos fatos.


Estava na lanchonete do clube, proxima das piscinas, com 3 figuras da vida política do clube, dois deles testemunhas do que vou relatar.


Um deles começa a contar que após a reunião de aprovação de contas, em que Dualib foi derrotado, o grupo vencedor, capitaneado por Andrés Sanches, se reuniu na Pizzaria Ideal, no bairro do Belém, para uma espécie de comemoração da inédita vitoria.


O assessor de imprensa da MSI, Fernando Mello, estava presente.


O conselheiro em questão teria se sentado ao lado de Andrés e Fernando Mello, quando o celular do assessor da MSI toca.


Era Kia Joorabchian, que ligava para saber o resultado da votação.


Mello, após comunicar a Kia que as contas de Dualib foram rejeitadas, teria passado o aparelho para Andrés, que efusivamente teria gritado as seguintes palavras:


“Kia, vencemos ! Pode ligar para o velho ! Vencemos! Você vai poder voltar !”


Confesso que fiquei pasmo ao ouvir o relato.


Não que já não tivesse indícios da relação próxima entre ambos.


Mas nunca havia ouvido algo tão evidente, e principalmente, com mais duas testemunhas, ambas figuras respeitáveis da política do clube.


E agora, em quem acreditar ?

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