Liquidação da REAG/PCC pelo Banco Central amplia constrangimento do Corinthians

Ontem, a Polícia Federal esteve na residência e nos escritórios de João Carlos Mansur, fundador da REAG, empresa investigada sob acusação de lavagem de dinheiro ligada ao PCC.
O empresário está no exterior.
Desta vez, a apuração envolvia transações criminosas com o banco Master.
Hoje, o Banco Central do Brasil decretou a liquidação da REAG.
Em nota, o BC informou:
“A decretação da liquidação extrajudicial foi motivada por graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional.”
“Nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição.”
Uma vergonha para o Corinthians, que manteve, até agora, a empresa como gestora do Arena Fundo, responsável pelas finanças do estádio de Itaquera.
Questionados pela mídia e por conselheiros, o presidente Osmar Stabile e o diretor financeiro Emerson Piovesan alegaram que a demora em substituí-la decorria da necessidade de aval da CAIXA para a operação.
Mentira.
O clube, até o momento, não apresentou o nome de nenhuma substituta para que o credor pudesse analisar.
A rescisão com a REAG — decisão unilateral do empregador, no caso o Corinthians, responsável pelo pagamento da mensalidade da empresa — deveria, diante de fatos gravíssimos, ter sido realizada imediatamente.
Já se passaram meses desde que a sujeira se tornou pública.
A impressão é de que o clube estaria ganhando tempo para preservar interesses da família Monteiro Alves — a REAG chegou ao Corinthians por intermédio de Adriano, irmão do ex-presidente Duílio “do Bingo”.
Em regra, quando flagradas com a boca na botija, essas empresas trocam de nome, endereço e CNPJ, mas mantêm no círculo de poder o mesmo grupo financeiro.
Não há um documento, ata de reunião ou qualquer comprovação de que o Corinthians tenha se movimentado para viabilizar uma substituta para a REAG, o que torna o comportamento suspeito.
Se a CAIXA não autorizou a alteração, como dizem os cartolas alvinegros, onde está o documento da recusa?
Qual empresa foi apresentada ao banco?
Agora, com a REAG dissolvida pelo Banco Central, o Corinthians enfrenta o constrangimento do rompimento obrigatório com a empresa e a necessidade urgente de apresentar outra controladora à CAIXA Econômica Federal.
