O desinteressante Paulistinha

Com datas reduzidas e clubes escalando equipes reservas, inicia-se hoje mais uma edição do Paulistinha, que, no passado — quando ainda era tratado como Campeonato Paulista — dividia com o Carioca o posto de torneio mais importante do país.

Superava, inclusive, o Brasileirão, que só assumiu a dianteira em meados dos anos 80.

Antes disso, nenhum dos grandes de São Paulo ou do Rio trocaria seus estaduais pelos campeonatos organizados pela extinta CBD.

Hoje, o Paulistinha respira por aparelhos.

As únicas motivações são o dinheiro — garantido pela exposição na televisão — e a necessidade de a CBF manter, por meio das “jabuticabas” chamadas federações, o curral eleitoral que negocia votos e sustenta o presidente da Casa Bandida no poder.

Esportivamente, o torneio é uma nulidade.

Os de outros estados, ainda piores.

Não surpreenderia se, num futuro próximo, a humilhação fosse ampliada e passassem a adotar regras do folclórico Torneio Início: partidas de menor duração, disputadas no mesmo dia, em que empates eram decididos pelo maior número de escanteios conquistados.

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