A farra de ingressos no Corinthians e as facilitações de Osmar Stabile

1.500 ingressos para jogos do Corinthians, que deveriam remunerar o clube — hoje em situação financeira desesperadora — são destinados a conselheiros, todos com renda suficiente para adquiri-los.
Desses, 300 são gratuitos.
Outros 1.200 são repassados com expressivo desconto de 30%.
Na prática, mais 360 acabam saindo de graça.
Ou seja, o clube deixa de receber pela venda de 660 entradas – somente a conselheiros.
Sem contar as benesses dos camarotes, familiares de jogadores, etc.
Apesar desse ambiente de Babilônia, alguns dos beneficiados ousaram transformar os mimos em negócio.
Ontem, vazaram prints, áudios e outras comprovações de que as entradas estão sendo comercializadas via cambismo — prática que, todos sabem, ocorreria.
O nível dos conselheiros do Corinthians é extremamente rasteiro.
Salvam-se poucos.
O que incomoda, porém, é a anuência institucional para o cometimento de delitos.
O responsável é o presidente, Osmar Stabile.
Há alguns anos, em entrevista a este Blog do Paulinho, o conselheiro Mané da Carne disparou:
“(Stabile) vende a mãe para ser presidente do Corinthians.”
O tempo lhe deu razão.
Todos os esquemas, falcatruas, benesses e demais pilantragens, quando não mantidos, foram acentuados por quem não tem coragem de se indispor com os que lhe mandam e precisa de um curral obediente — ainda que achacador — para viabilizar a reeleição.
