Juventus chuta REAG da SAF. Empresa saiu também da CVM. E o Corinthians?

Na última semana, conselheiros do Juventus, da Mooca, em comum acordo com a Contea Capital, chutaram a REAG da SAF que está prestes a ser concretizada na agremiação.

Os remanescentes assumirão o valor combinado — R$ 20 milhões — e buscarão um novo parceiro para a empreitada.

A única alteração foi no prazo do aporte financeiro, agora mais longo.

O clube preferiu assim a se ver envolvido com uma empresa investigada por ligação com o PCC.

Por razões óbvias, a REAG fechou capital e saiu da CVM — órgão onde seria fiscalizada com maior rigor.

E o Corinthians?

Por que ainda permanece parceiro da empresa?

O mistério dessa promiscuidade vem sendo, aos poucos, desvendado, e inclui evidências claras de favorecimento ao ex-presidente Duílio “do Bingo”, seus familiares e comparsas.

Não há explicação lógica para que o atual mandatário, Osmar Stabile, não tenha rompido o acordo.

Mesmo que não estivesse ligada ao crime organizado, a REAG, desde que assumiu, em 2023, nunca publicou o balanço financeiro obrigatório do Arena Fundo FII e ainda trocou a empresa de auditoria por outra em nome de um de seus próprios sócios.

Somente isso já seria motivo suficiente para o distrato.

Ao permanecer inerte, enquanto outros — como o Juventus — se livraram dessa associação problemática, Stabile, além de expor o Corinthians a grave risco, reforça a impressão de que aguarda ordens de quem realmente comanda o clube para agir como deveria.

E esse “alguém”, talvez, tenha interesse em salvar o pescoço dos ex-presidentes que delinquiram.

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