Seis a zero é apenas sintoma. A doença do Santos é muito mais grave

Os 6 a 0 sofridos pelo Santos diante de um Vasco da Gama que circula a zona de rebaixamento do Brasileirão são apenas mais um, entre tantos vexames, que o clube escolheu suportar ao reconduzir à presidência um cartola de ideias e costumes pré-históricos — alguns imorais —, que, há 16 anos, havia saído escorraçado com as contas reprovadas pelo Conselho Deliberativo.

Infelizmente, tudo tende a piorar.

São muitos os erros recentes: a promiscuidade com a família Neymar; a inclusão, na diretoria e em cargos periféricos, de racistas, marginais e policiais ligados ao crime organizado; o investimento em um estádio numa cidade que não comporta a grandeza do clube (as mais de 50 mil pessoas que compareceram ao Morumbi para assistir a um time medíocre comprovam que São Paulo é a melhor alternativa); entre outros.

Cléber Xavier não tem culpa de ter aceitado um grande salário para estrear na profissão de treinador.

Este, porém, é apenas um episódio — encerrado ontem, com a sumária demissão — que expõe o quão Marcelo Teixeira não tem noção da grandeza do clube que dirige, transformando-o em balão de ensaio para quem apenas iniciava a carreira.

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