As campanhas de Citadini e Stabile à presidência do Corinthians

Faz algumas semanas, os dois principais candidatos à presidência do Corinthians — provavelmente os únicos — estão em campanha.
Interino no cargo, Osmar Stabile tem gastado dinheiro do clube em eventos de “boca-livre” e prometido cargos em troca de votos — em um caso, o mesmo posto chegou a ser oferecido a três chapas diferentes.
Na oposição, Roque Citadini atua com conversas discretas.
Recebe diariamente conselheiros em jantares, almoços ou cafés da manhã, custeados do próprio bolso.
Stabile é apoiado pelo grupo União dos Vitalícios e por parte do Centrão, mantidos em cargos relevantes — alguns remunerados.
Seu discurso é o de que o clube “não aguenta mais mudanças”, e sua prática confirma a retórica.
Prometendo o oposto, Citadini conquistou parte dos vitalícios — conselheiros independentes do grupo citado — e também o apoio de chapas (inclusive de adversários) que rejeitam a continuidade da atual gestão.
As duas razões mais mencionadas são:
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a crença de que, para o Corinthians, as propostas de Citadini – divulgadas a apoiadores – são mais adequadas do que as de Stabile;
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a rejeição a Tuma Júnior, tratado como “presidente informal” da atual diretoria.
Ambos os lados cantam vitória.
Numa análise realista, Citadini teria hoje — a uma semana das eleições — larga vantagem entre os 200 votos possíveis dos conselheiros trienais, restando-lhe assegurar alguns a mais entre os vitalícios.
Stabile, por sua vez, precisaria reverter votos para vencer.
Os próximos sete dias prometem ser intensos nos bastidores da política corinthiana.
