É má-informação atribuir a Piovesan a gestão financeira do Corinthians

Embora conste, oficialmente, como diretor financeiro do Corinthians, Emerson Piovesan não exerce, de fato, o cargo — que é assumido, na prática, por Rozallah Santoro, ex-financeiro de Augusto Melo.

Não por acaso, em meio ao caos que impera em Parque São Jorge, o “dirigente” confessou, em entrevista, que não há, da parte dele, qualquer mapeamento dos recebíveis do clube.

Os dez dias de folga gozados em meio à turbulência explicitaram ainda mais a irrelevância de sua atuação.

Piovesan aceitou assinar pelo cargo – a pedido, apenas porque Santoro, por impedimento estatutário, não pode fazê-lo oficialmente.

Trata-se de burla explícita ao regramento alvinegro.

Erro gravíssimo, fruto de cálculo político, de Osmar Stabile.

Ciente do preço da “moralidade” do Centrão, o presidente interino arrisca-se — e também ao clube — ao entregar a chave do cofre ao grupo que endividou o Corinthians no passado, sob a má gestão de Raul Corrêa da Silva, e que continua a fazê-lo no presente, amparado na conivência omissa de Rozallah diante dos crimes cometidos pela quadrilha que, segundo a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo, furtou dinheiro da agremiação.

 

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