Dorival Junior desrespeita o presidente interino do Corinthians

Faz algum tempo, é perceptível o incômodo do departamento de futebol do Corinthians — incluindo Fabinho Soldado e Dorival Júnior, este ligado a uma agência de transações de jogadores comandada por um parente — com o afastamento de Augusto Melo e as consequentes facilidades que cercavam sua gestão.
Ontem, em entrevista coletiva, o treinador alvinegro envolveu-se na política do clube:
“Tivemos muitas dificuldades por causa de todas as mudanças.”
“A saída do presidente Augusto e a chegada de quem está agora à frente atrasaram as possíveis contratações. Perdemos alguns nomes no meio do caminho por causa dessa espera.”
Ao atribuir o péssimo desempenho de suas funções aos atuais gestores — mesmo diante de um time que teve várias semanas para treinar e segue jogando abaixo do esperado —, sem responsabilizar os verdadeiros autores da montagem do elenco, Dorival é desleal com Osmar Stabile, a quem se refere, diferentemente de Augusto Melo (tratado como “Presidente”), de forma desrespeitosa como “quem está agora à frente”.
É o preço que o cartola paga por sua falta de coragem.
Stabile deveria, já no primeiro dia de mandato, ter dispensado todos os homens do ex-presidente, principalmente os que exercem funções de comando, contaminados como estavam pela gestão corrupta que os antecedeu.
