Vasco é vítima da incapacidade de seus dirigentes

O Vasco da Gama, virtualmente eliminado da Copa Sul-Americana após levar 4 a 0 — que foram poucos — do superior Independiente del Valle (EQU), tem pouco a reclamar de Fernando Diniz.

A maior culpa é da diretoria.

O dinizismo, plasticamente bonito, raramente funciona do ponto de vista esportivo.

É um sistema de jogo que tenta emular algumas lições de Guardiola, mas peca pela falta de conhecimento tático, defensivo e de intensidade — falhas de um treinador reconhecido pela soberba.

Para que funcione — ainda que relativamente — o sistema exige jogadores com características específicas de habilidade e comprometimento tático.

Não é o caso do Vasco.

O grupo de atletas, abaixo da média, é incapaz de absorver o dinizismo, quanto mais executá-lo.

Fernando Diniz está na dele: contratado e recebendo.

Poderia tentar adaptar o esquema ao material humano que possui? Sim. Mais do que isso: deveria.

Mas quando o fez?

Eis o ponto.

A cartolagem vascaína, ao contratá-lo, sabia com quem estava lidando e, espera-se, da necessidade de um elenco compatível com os planos futuros.

Arriscou — e errou.

O nome disso é incompetência.

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