O estúpido que não defendeu Calderano

Há alguns dias, Hugo Calderano, campeão mundial de tênis de mesa, teve o visto negado para entrar nos EUA por um único motivo: participou de um torneio em Cuba — espécie de país-fetiche da ultradireita americana.

O governo Trump, que deveria ser criticado pela decisão — prenúncio do que poderá ocorrer na Copa de 2026 e nas Olimpíadas de 2028 —, encontrou apoio onde menos se esperava.

Disse o limítrofe Steve Dainton, CEO da ITTF (Federação Internacional de Tênis de Mesa):

“(…) temos incentivado os jogadores a se prepararem com meses de antecedência para os vistos, e aqueles que se planejaram adequadamente não tiveram grandes problemas.”

“A USATT tem dado uma ajuda incrível com isso.”

“Isso é um lembrete de que ser profissional exige mais do que apenas performance na mesa; significa também assumir a responsabilidade por tudo que acontece fora dela.”

É a estupidez a serviço da barbárie — e da desinformação.

Era obrigação de Dainton defender um esportista impedido de trabalhar por razões que nada têm a ver com procedimentos burocráticos, como deixa a entender a manifestação pusilânime do cartola.

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