A política nas demissões e contratações do Corinthians

Ontem, quatro figuras emblemáticas da gestão Augusto Melo foram demitidas do Corinthians.
No departamento financeiro: o investigado Seedorf e o suspeito Josué – ligado a Haroldo Dantas; na base: Batata e Chicão, intermediários de jogadores que se travestiam de dirigentes.
Ótimas decisões.
A política, porém, tem travado outras promessas de desligamentos.

Marcelinho Carioca, por exemplo, segue autorizado a realizar peneiras das categorias de base do clube.
Os quatro demitidos são ‘coroinhas de igreja’ perto dele.

Outra movimentação esquisita: a gerente Daiane dos Santos, que obedece a Claudinei Alves, chegou a ser demitida do Departamento Social do Corinthians, mas, estranhamente, foi recontratada.
Stabile obedeceu, neste caso, a Antonio Rachid, ligado a Paulo Garcia, dono da Kalunga.
A justificativa seria a de, mesmo a prejuízo do clube – há relatos de que Daiane boicotava festas em Parque São Jorge para facilitar a demissão da ex-diretora desafeta de Claudinei -, mantê-la no cargo agradaria, no contexto da possível eleição presidencial pós impeachment, a conselheiros menos radicais do grupo de Augusto.
Toma-lá-dá-cá.
A ver o que ocorrerá nas contratações para as festividades juninas, segundo informações, negociadas com empresas ligadas a amigos de Claudinei.
