Sócios do Corinthians são constrangidos por conselheiro que se apresenta como Hezbollah

Ontem, na entrada da sede social do Corinthians, à frente das catracas, utilizando-se de cadeira e mesa do clube, o conselheiro Roberto William Miguel – que se apresenta como membro do Hezbollah, da tropa de choque do presidente Augusto Melo, incomodava associados alvinegros.
Famílias eram abordadas e constrangidas a rubricarem ‘abaixo assinado’ pela destituição do presidente do Conselho Deliberativo.
Os que se recusavam eram ofendidos.
Muitos assinaram pelo temor de não fazê-lo.
Hoje em dia, frequentar o Parque São Jorge é tarefa de coragem.
Ontem, divulgou-se em diversas mídias uma suposta manifestação do ex-presidente Mario Gobbi preocupado com a invasão do crime organizado nas dependências do Corinthians.
Apesar da utilização de termos infelizes, que comparam bandidos às pessoas mais pobres – equívoco que a própria hierarquia de poder alvinegra desmente diante da existência de ladrões endinheirados -, o ex-delegado tem razão ao levantar a questão.
O ambiente do clube está incivilizado.
Roubos, furtos, agressões e diversos outros crimes estão sendo praticados sem que exista prevenção, muito menos punição.
A manobra de Augusto, que Gobbi errou ao tentar explicar, não é a liberação de pessoas mais pobres em Parque São Jorge – a maior parte delas, honesta -, mas, entre estes, a infiltração de marginais sem que exista a checagem prévia de antecedentes criminais.
Essa minoria não paga pelo título, nem as manutenções obrigatórias.
O custo é patrocinado pelos dirigentes.
Eis a razão para diminuição dos valores cobrados pelas taxas.
Em contrapartida, os marginais trabalham, informalmente, aterrorizando qualquer pessoa que ousar se contrapor ao estado de terror reinante em Parque São Jorge.
Roberto William Miguel, tão mitômano quanto o presidente, é peça descartável.
Sua atuação truculenta, ontem, às portas do clube, atente à necessidade de bajular o Presidente para que permaneça usufruindo das sobras, prorrogando o prazo de validade de sua utilização.


Augusto melo e um ladrão vagabundo igual luladrao