Cassundé, Augusto Melo e o batom-na-cueca

No fantástico mundo de Augusto Melo, seu funcionário de campanha Alex Cassundé intermediou o maior patrocínio do Brasil e, por conta do árduo trabalho, tem direito a receber, do Corinthians, R$ 25 milhões em comissionamento.

Valores divididos em pagamentos de R$ 700 mil mensais.

Apenas duas parcelas foram quitadas, ainda assim porque Marcelo Mariano (Marcelinho), preocupadíssimo com o fato de Cassundé ter emitido notas fiscais, pressionou o departamento financeiro a fazê-lo.

Objetivamente, segundo o contrato assinado com a Vai de Bet, levando-se em consideração que o acordo foi rompido, oficialmente, por culpa do clube (foi o que alegou a empresa de jogatina, sem ser cobrada pelo Corinthians) sete parcelas deste comissionamento estariam atrasadas.

R$ 4,9 milhões.

Que trabalhador abriria mão deste dinheiro?

Alex Cassundé não enviou sequer notificação extrajudicial ao Corinthians para alertar sobre o atraso, nem ingressou na Justiça para cobrar o calote.

Talvez por isso não tenha pagado, como verificado pelo Blog do Paulinho, os impostos das notas emitidas.

Existe, neste rolo da Vai de Bet com o Corinthians, batom-na-cueca maior do que Cassundé não querer receber a comissão que Augusto Melo garantiu que ele teria direito?

Duas parcelas foram embolsadas, o que implica em concordância tácita do beneficiado.

À Justiça, Cassundé disse não ter intermediado.

Em sendo verdade, o Corinthians deveria cobrar o R$ 1,4 milhão de volta aos cofres do clube, seja de maneira extra-judicial ou em ação formal na Justiça.

Inexiste movimentação neste sentido em Parque São Jorge.

A Vai de Bet tratou o Corinthians com corrupto e não foi processada; Cassundé deixou de receber o que o contrato assegurava-lhe como de direito e não processou; o clube teve acesso ao depoimento em que o intermediário diz não ter intermediado e não pediu ressarcimento do dinheiro.

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