Racismo argentino e o silêncio de Messi

Gênio da raça, idolatrado em todo o planeta, Lionel Messi permanece em silêncio diante do ato cafajeste de seus companheiros de Seleção Argentina que entoaram cântico racista contra jogadores franceses.

Não deveria.

Há tempos, os argentinos toleram preconceitos inseridos em manifestações de torcedores.

Erro grave que acabou por influenciar o comportamento dos jogadores, predominantemente brancos, do elenco campeão mundial e também da América.

Se governantes, cartolas e comissão técnica da Argentina não demonstram coragem para resolver o problema, que, antes de tudo, é cultural da população hermana – vários são os relatos de comportamentos racistas de torcedores do país -, um ícone como Lionel Messi, que viveu nas multiculturais Barcelona, Paris e agora Miami, com amigos de todas as nacionalidades, poderia, em se posicionando, alimentar a mudança necessária em seu país de origem.

É grande a incidência, na Argentina, de manifestações preconceituosas inseridas no contexto de ‘brincadeiras’ não mais aceitáveis na evolução do mundo civilizado.

Messi deveria repensar o silêncio.

Seria apoiado pela grande maioria dos argentinos, que não é preconceituosa, servindo de exemplo para os demais.

Um posicionamento do Gênio sobre o assunto seria mais impactante para a mudança do que qualquer punição que a FIFA possa vir a aplicar na Argentina por conta do lamentável episódio.

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