Por que patrocinadora da CBF não procurou a polícia se era ‘vítima’?

Investigações do MP-GO dão conta de que a Betano, site de jogatina esportiva que patrocina, entre outros, a CBF, percebeu manipulação de resultados e, por conta disso, teria anulado algumas apostas.

Apesar disso, não procurou a polícia.

Por que?

A Betano, em tese, seria vítima e estaria em posse dos dados de fraudadores.

Se queixar às autoridades poderia gerar a necessidade de abrir dados e documentos que precisariam permanecer escondidos?

Eis o mistério da fé.

Apesar de tratados com ‘carinho’ pela mídia esportiva, a quem remuneram com generosidade, os sites de apostas talvez tenham mais a esconder do que a recuperar nas apontadas fraudes.

E não se trata apenas da sonegação, óbvia, de impostos de quem transita dinheiro em paraíso fiscal, mas também da possibilidade de conivência com aqueles que, no momento, são acusados de prejudicá-las.

Afinal, perder dinheiro é usual em crimes graves, como os de lavagem de dinheiro.

A CBF, expert nesse tipo de assunto, permanece isentando seus parceiros nos pedidos de investigações aos órgãos competentes.

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