Calote em ‘direitos de imagem’ é ‘esperteza’ antiga da cartolagem do Corinthians

Alguém acredita que Renato Augusto, por mais corinthiano que fosse, aceitaria numa boa levar calote, até o momento, de R$ 5,8 milhões?

E Luan, de R$ 4,5 milhões?

No Corinthians, os contratos de ‘direito de imagem’ são disfarce para pagamento de comissionamentos a intermediários, eventualmente divididos com cartolas, restando algum percentual ao jogador.

O clube não atrasa a CLT dos atletas, embora atrase os depósitos de FGTS.

Se o fizesse, nem que fosse por um mês, teria problemas.

Os jogadores sabem o que de fato lhes pertence.

Por isso, deixam a briga dos contratos de ‘imagem’ para resolução entre seus agentes e os dirigentes.

O disfarce habitual no Timão é deixar a pendência correr para a Justiça, premiando outro ‘sistema’, o de contratação de escritórios terceirizados de advocacia, ocasião em que os agentes receberão à vista, com juros, tudo o que lhes é devido, retirado de penhoras de premiações e cotas de tv.

Quase uma aplicação compulsória, porém, bem mais lucrativa do que as propostas no sistema bancário.

Os R$ 66,7 milhões de calotes em ‘direitos de imagem’ que o clube apresentará em balanço, no próximo dia 24, somam-se, extraoficialmente, aos R$ 42 milhões discriminados como ‘custo com venda e aquisições de atletas’, todos, em verdade, dinheiro de intermediação de jogadores.

R$ 108,7 milhões no total.

Em tese, indícios de fraude na contabilidade do clube, no Fisco e também nos documentos enviados à CBF.

Facebook Comments

Posts Similares

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.