Corinthians aprova contas do Fundo com calote de R$ 100 milhões que balanço do clube nega existir

No último dia 16, o Arena Fundo FII, gestor das contas do estádio de Itaquera, em reunião Ordinária e Extraordinária de cotistas, aprovou, ‘por unanimidade e sem qualquer ressalva’, as contas dos exercício 2016, 2017, 2018, 2019, 2020 e 2021.

Um dos votos, com aval do departamento jurídico, foi do Corinthians.

Trata-se de estranho comportamento.

As contas do Fundo, até 2021, indicavam que o Timão devia quase R$ 60 milhões em calotes dos repasses de rendimentos da Arena, que, obrigatoriamente, pelo acordo com a CAIXA, precisam ser utilizados para amortização do financiamento do estádio.

Porém, os mais recentes balanços do Corinthians (até 2022, referentes à 2021), aprovados pelo Conselho, com indícios de maquiagem, ignoram a pendência.

Em que momento a diretoria do clube estaria mentindo?

Auditoria das contas do Fundo, referentes ao exercício 2022 (que o blog disponibilizará a seguir) demonstra que a dívida do Timão, após novos calotes, aumentou para quase R$ 100 milhões (destes, 56,8 milhões reconhecidos, agora, pelo Corinthians).

Clique no link a seguir para acessar a íntegra da Ata da Reunião do Arena Fundo:

Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária – Arena Fundo – março-2023


Danilo Barbieri (BRL Trust) – gestor do Arena Fundo FII

AUDITORIA DAS CONTAS DO FUNDO REVELAM CALOTE DE QUASE R$ 100 MILHÕES DO CORINTHIANS E PAGAMENTO DA 2ª PARCELA DOS NAMING-RIGHTS

No último dia 31, a BRL Trust, gestora do Arena FUNDO FII, responsável pela administração do estádio de Itaquera, protocolou na CVM balanço auditado referente às contas de 2022 da operação.

Duas semanas antes, Assembleia dos cotistas aprovou os números entre 2016 e 2021.

Dentre as revelações mais importantes, está o acréscimo da dívida do Corinthians, referente a calote das operações financeiras da Arena, de R$ 56,8 milhões para quase R$ 100 milhões; precisamente R$ 99.540.000,00.

A auditoria legalizou com ressalvas.

No balanço anterior, o Timão negava dever os R$ 56,8 milhões, questão que foi superada com o recente aval do clube em Assembleia Geral, porém, comunicado a enviar os comprovantes recentes de receitas e despesas do estádio, que poderiam referendar o acréscimo da dívida, o clube se negou.

Outra informação importante foi a confirmação do pagamento da 2ª parcela dos naming-rights: R$ 21.156.000,00 (contabilizados os juros do período)

Houve grande acréscimo em pagamentos corriqueiros, entre os quais a taxa de administração (paga à BRL Trust), de R$ 1,2 milhão para R$ 2,3 milhões; e despesas com consultoria e assessoria, de R$ 264 mil para R$ 1,2 milhão:

O Arena Fundo é réu, sem conhecimento dos conselheiros do Corinthians, de ação judicial de calote em impostos de 2014 e 2015 (PIS/PASEP e COFINS), após autuação da Receita Federal; o valor original é de R$ 14,9 milhões (provavelmente dobrado com acréscimo de juros e multas) :


Baixe a íntegra do Balanço com auditória do Arena Fundo FII, de 2023, referente às contas de 2022:

Balanço com Auditoria do Arena Fundo – 2023, com as contas de 2022

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