“Not to Racism’ de Ronaldo Fenômeno não vale para o Valladolid

Após novo episódio de racismo sofrido pelo atacante Vini Junior, protagonizado pela torcida do Valladolid, o clube decidiu afastar dez de seus associados, preventivamente, ‘até a resolução do processo’.
Porém, apesar de comprovações em vídeo, além de testemunhas, de que essa gente tratou o brasileiro como ‘macaco’, a nota do clube, em determinado trecho, diz:
“A entidade não considera seus torcedores racistas, mas o cometimento desses incidentes pontuais os obrigou a tomar as medidas cabíveis”
Uma aberração.
Enquanto isso, Ronaldo ‘Fenômeno’, dono do Valladolid, que, até o presente momento, não se contrapôs ao comunicado – o que sugere aprovação, talvez até prévia -, em seu perfil de Instagram, inseriu uma arte com os dizeres: “Not to Racism’.
Hipocrisia no sentido literal da palavra.

Abaixo a íntegra da Nota Oficial do Valladolid:
O Real Valladolid comunicou a uma dezena de seus sócios as medidas cautelares adotadas pelo Órgão de Disciplina Social do Clube, em relação aos fatos ocorridos durante a partida contra o Real Madrid, classificados como racismo e intolerância. A entidade não considera seus torcedores racistas, mas o cometimento desses incidentes pontuais os obrigou a tomar as medidas cabíveis.
O clube colaborou para a identificação policial destas pessoas e foram explicadas aos interessados as três linhas de atuação que encontrarão: a realizada pelo Real Valladolid, a dependente da Comissão Estatal contra a Violência, a Xenofobia e a Intolerância no Esporte, e aquela que será desenvolvida pela Justiça comum.
A medida cautelar implica a suspensão imediata dos cartões de sócio destas pessoas até à resolução do processo, que ocorrerá no prazo máximo de um mês. Com base no Regulamento Interno de Sócios e Espectadores Gerais do Estádio José Zorrilla e no Regulamento do Órgão de Disciplina Social do Clube, estes associados dispõem de quinze dias para apresentar as alegações que considerem oportunas
