Corinthians na areia movediça

Análise de Rodrigo Mattos, no UOL, sobre as contas do Corinthians, evidenciam a gestão temerária de Duílio ‘do Bingo’, que tem priorizado a irresponsabilidade no futebol em detrimento da amortização das dívidas do clube.

As contratações de atletas com salários fora da realidade ampliaram as despesas que, junto com juros de calotes, em diversas pendências, prejudicarão o próximo que se aventurar na cadeira presidencial.

Nos primeiros seis meses de 2021, o Timão gastou R$ 136,6 milhões no futebol; agora, R$ 233,7 milhões.

Quase R$ 100 milhões à mais.

Os salários de jogadores, sem contar manobras financeiras extra-CLT, passaram de R$ 120 milhões para R$ 162,8 milhões mensais.

Há anos, FGTS sobre este montante não é depositado.

Além disso, recebíveis milionários estão sendo executados para pagamento de despesas trabalhistas.

Tudo isso ampliará a dívida, que aproxima-se de R$ 2 bilhões (clube, futebol, estádio, etc.)

Diante desse quadro, levando-se em consideração que, desde o início de 2019, o Corinthians embolsa, indevidamente, arrecadação do estádio de Itaquera sem a proporcional diminuição das pendências, é evidente que o contrato firmado com a CAIXA para quitação do empréstimo das obras da Arena dificilmente será honrado.

Em não sendo, Duílio, com aval do departamento jurídico, cedeu ao banco, em garantia, todos os ativos possíveis, desde direitos sobre jogadores até mesmo a renda da Festa Junina.

O fez, obviamente, porque quando a carência acordada findar, será outro, na presidência, que precisará se preocupar com o nariz submerso na areia movediça.

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