Senival Moura trabalhou com Andres Sanches no ‘negócio’ estádio de Itaquera

Acusado de utilizar a política para facilitar a vida de facções criminosas, o vereador Senival Moura, assim como o irmão Luiz Moura – também apontado por esquema semelhante -, trabalhou com Andres Sanches para viabilizar o ‘negócio’ estádio de Itaquera.
A ponto de, no dia da formalização da liberação formal da primeira remessa de CIDs da Prefeitura, avaliados em R$ 450 milhões, ter ocupado local de destaque na fotografia oficial.

Moura (que circulamos na foto) estava ao lado do conselheiro alvinegro Toninho Paiva – o vereador dos cemitérios, pouco acima de Andres Sanches.
Além de trabalhar pelos CIDs, o vereador atuou na investigada ‘doação’ de terras no entorno do estádio.
No local ampliou-se a malha viária, necessária para construção da obra.
A versão oficial dá conta de que o principal proprietário cedeu parte dos imóveis, abrindo mão de indenização do Estado, convencido de que o restante valorizaria com a conclusão das obras.
Pouco depois, gente ligada a Sanches, e também aos Moura, decidiram comprar parte do que havia sobrado.
Entre os quais Ronaldo ‘Fenômeno’, que inaugurou uma ‘academia’ quase anexa ao estacionamento do Itaquerão.

Fora do assunto estádio, também à mesma época, dois vereadores ficaram conhecidos por destinarem a maior parte de suas verbas parlamentares para reformas de campos de várzea e fomento de campeonatos amadores de futebol: Senival Moura e Antonio Goulart – também próximo de Andres.

Na mesma época da inauguração da Arena, ambos contribuíram para a ‘Copa Andres Sanchez’, disputada na periferia paulista.
Luiz Moura, irmão de Senival, expulso do PT após notícias de associação ao crime, arrendou, extra-oficialmente, a custo do Estado, o gabinete político de Sanches para candidatura própria, fracassada, à vereança paulistana.

