Ex-cunhado de Andres Sanches segue intocável na base do Corinthians

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Há 15 anos, desde que Andres Sanches assumiu a presidência do Corinthians (em mandato tampão após a queda de Alberto Dualib), um de seus mais leais prestadores de serviço permanece intocável nas categorias de base, ocupando sempre a estratégica – e quase sempre oculta, posição de ‘olheiro’, responsável por aprovar jovens promessas e também avaliar atletas em peneiras.

Trata-se de Nei Assoli, seu ex-cunhado.

A parceria é antiga e remete aos tempos em que Sanches, então monitor do departamento amador, desviava jogadores do Timão para o Palmeirinha de Porto Ferreira.

Assoli era um dos envolvidos no sistema.

Dizem que a memória do ‘avaliador’ seria responsável pela estabilidade no emprego.

Todos, desde ex-presidentes até o atual gestor do departamento, o notório contraventor Jaça, possuem histórias que, se reveladas por Assoli, ocasionariam grande problemas aos envolvidos.

Nesse emaranhado de informações, quem historicamente tem se dado bem com o trabalho do parente de Sanches, além do próprio e dos agentes que ofertam mercadorias, é Severino, pai do jogador William, para quem seriam desviadas ‘mercadorias’ promissoras antes mesmo de assinarem acordo com o clube.

Já os garotos da base, que seriam achincalhados ou sofreriam com o comportamento supostamente preconceituoso de Assoli, – por vezes aos berros, seriam as maiores vítimas.

Pelo menos é o que relataram ao blog diversos pais de atletas.

Desconfiou-se, inclusive, quando a Policia Federal encontrou planilhas com apelidos de cartolas alvinegros que teriam embolsado ou servido de intermediários para recebimentos supostamente indevidos da Odebrecht, que o nome tratado como ‘Papai Noel’, que utilizava a sugestiva senha de ‘Peneira’, poderia ser o ex-cunhado trabalhando em favor do então dono informal do Corinthians.

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