Candidatos a presidente do Corinthians são achacados pelo ‘baixo clero’

Desde que Andres Sanches, mais relevante nome do ‘baixo clero’ alvinegro, chegou à presidência do Corinthians, seus adversários tornaram-se reféns de uma política nociva realizada dentro do clube.
O fato de pouco mais de três mil eleitores comparecerem às urnas no Parque São Jorge, transformou o mercado de votos em prática suja, barata (para alguns) e fácil de ser mapeada.
Existem pessoas que vendem apoio a dois ou três postulantes (ao mesmo tempo), mas, na hora de firmar o compromisso, mantém-se ligados ao atual gestor, garantindo as benesses habituais.
Sanches protagoniza um sistema de comprometimento que engloba a distribuição de pequenos cargos sem repressão para a prática de ilegalidades.
Um grande número de adeptos passa a precisar do clube para sobreviver e não quer pagar para ver o que acontecerá em caso de mudança.
Enquanto isso, o dinheiro grosso permanece administrado pela ‘cúpula’.
O ‘Rei’ de levar ‘bola nas costas’, do baixo clero, era o dono da Kalunga, Paulo Garcia, que, eleição em cima de eleição, seguia distribuindo de tudo, com resultado prático ineficiente.
Cansado, decidiu aderir à gestão Sanches, colocando-se entre os beneficiados do gestor.
Nos últimos meses, alguns candidatos resolveram arriscar-se, novamente, nesse submundo de traição e ‘espertezas’.
Com poucas chances de êxito, digladiam-se pelo mesmo público, a quem, desde já, precisarão bancar e aturar.
Por vezes, também, serem aturados.
Boa parte destes serão eleitores que lhes jurarão fidelidade, mas, na ‘hora h’, votarão no candidato indicado por Andres Sanches.
É nas mãos dessa turma, formada por profissionais do ‘achaque’, que o destino de um clube com arrecadação milionária, dívidas bilionárias e história riquíssima no mundo esportivo está refém.
Algo precisa mudar.
E a mudança somente ocorrerá quando as mentes mais relevantes do alvinegro deixarem de lado as práticas que, há anos, beneficiam os que estão no poder e àqueles que sobrevivem em suas órbitas, trabalhando para que os torcedores do clube (adeptos de planos de compras de ingressos), não apenas pequeno grupo de associados, possam decidir os caminhos a serem trilhados no Parque São Jorge.
Em vez de comprar mil votos, dum universo de três mil, o postulante teria que pagar mais de cem mil, tornando a sacanagem inviável.
