Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
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Saudade tem rosto, nome e sobrenome.
Saudade tem cheiro, tem gosto.
Saudade é a vontade que não passa.
É ausência que incomoda.
Saudade é a prova de que tudo vale a pena…
Autora: Lu Oliveira
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Congratulações

Assento meus sinceros agradecimentos aos árbitros das décadas 1960 a 1990, por terem sido cortesíssimos no belíssimo rito na noite da segunda feira 19/06/2017
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8ª e 9ª Rodadas do Brasileirão – 2017
Sábado 17/06
Santos 0 x 0 Ponte Preta
Árbitro: Igor Junio Benevenuto (MG)
Item Técnico
Trabalho desenvolvido satisfatoriamente. Como principal;
– o acerto por ter acatado a sinalização do assistente 01: Marcio e Eustáquio S Santiago (MG) apontando impedimento de um dos defensores da equipe campineira no momento em que o santista David Braz cabeceou arredonda profundo da rede da sua equipe
Item Disciplinar
Excedeu por ter advertido 07 contendores com cartão amarelo, sendo: Três dos defensores da equipe mandante e Quatro dos visitantes
Domingo 18/06
Coritiba 0 x 0 Corinthians
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Assistente 01: Dibert Pedrosa Moises (RJ)
Assistente 02: Michael Correia (RJ)
Item Técnico
O desempenho do principal representante das leis do jogo foi ferido por Michel Correia, assistente 02, que errou e prejudicou a equipe corintiana por ter sinalizado posição de impedimento no lance legal do atacante Jô, no momento que pegou a redonda, mandando-a, profundo da rede da equipe da casa
Item Disciplinar
02 cartões amarelos para defensores da equipe da casa e 03 para corintianos, corretamente aplicados.
Entretanto
Deixou passar batido, não dando cartão vermelho para Marcio, defensor da equipe da casa, no momento que deu uma bolacha na face do corintiano Romero
Santos 0 x 0 Ponte Preta
Árbitro: Igor Junio Benevenuto (MG)
Assistente 01: Marcio Eustaquio S Santiago (MG)
Assistente 02: Celso Luiz da Silva (MG)
Item Técnico
Agiu corretamente por ter corroborado com a sinalização do assistente 01: Marcio Eustaquio Santiago, no instante que flagrou a posição de impedimento de um dos defensores da equipe campineira, que foi em direção à redonda, pouco antes do santista David Braz, cabeceá-la em direção ao fundo da rede da própria equipe
Item Disciplinar
Advertiu com cartão amarelo 03 dos defensores da equipe da casa e 04 da Ponte Preta
9ª Rodada – Quarta Feira 21/06
Palmeiras 1 x 0 Atlético-GO
Árbitro: Antonio Dib Moraes de Sousa (PI)
Itens Técnico/Disciplinar
O principal representante das leis do jogo, quanto seus assistentes, não influíram no resultado da refrega
Vitória 0 x 2 Santos
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC)
Item Técnico
Prejudicou a equipe da casa por não ter marcado a claríssima penalidade máxima cometida por David Braz, defensor santista no oponente Neílton
Ressaltando
No momento em que deixou de marcar a penalidade máxima o placar apontava 1 x 0 favorável a equipe santista
Item Disciplinar
02 cartões amarelos pra defensores do Vitória e 01 para santista
Quinta Feira 22/06
Corinthians 3 x 0 Bahia
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (FIFA-PA)
Item Técnico
Deixou de marcar e inverteu alguns lances de falta
Item Disciplinar
Cartões amarelos: Balbuena, Romero e Gabriel, defensores do Corinthians;
– Allione, Rodrigo Nascimento e Rene, defensores do Bahia
Exagero
Nos primeiros minutos da segunda o boto-branco extrapolou por ter advertido Gabriel com o segundo amarelo, seguido do vermelho, vez que: Na primeira etapa, minutos após receber o primeiro amarelo, Gabriel cometeu falta digna do segundo e não recebeu
Média
Minutos após a expulsão do corintiano Gabriel, ocorreu embate normal entre Rene, defensor do Bahia que contava com o cartão amarelo, com um dos corintianos;
– sem motivo, na cara dura, o boto-branco expulsou o atleta baiano
Política
Novos partidos

A esquerda articula um partido contra o PT, mas o fundamental é a reforma política
Enquanto políticos, analistas e meros mortais não temos ideia para onde – e para quem – a monumental crise está nos levando, surge o primeiro movimento claro de reaglutinação de forças, e é à esquerda. As articulações projetam, inclusive, um novo personagem nesse atual cenário vazio, desolador: Guilherme Boulos.
Lula é réu cinco vezes e está às vésperas da primeira sentença do juiz Sérgio Moro, por causa do triplex. O PT vem de duras derrotas e seus principais líderes caíram, um a um, como castelo de cartas. Dilma Rousseff, abraçada à ruralista Kátia Abreu, abafou o MST. Quem entrou no vácuo foi o MTST. A esquerda rural anda em baixa, a esquerda urbana está em alta.
Alguém tem ouvido falar de João Pedro Stédile? Ele mobilizou a militância do MST e, por motivos diferentes, conquistou vitórias e amplos espaços na mídia nos anos FHC e Lula, mas a reforma agrária andou para trás com Dilma e, sabe-se lá por quantos outros motivos, ele foi sumindo, sumindo…
Enquanto isso, Boulos foi ganhando musculatura. É interlocutor assíduo de Lula, tem tropa leal e enche as ruas para endeusar ou infernizar quem e quando quer. Como Stedile, é inteligente e tem liderança. A diferença é que Stedile parece paralisado num passado que desmoronou e Boulos acena com o futuro. Não necessariamente como candidato, mas certamente como ator político.
Segundo a repórter Cátia Seabra, Boulos participou de reunião, nesta semana, com representantes da esquerda do PT, do PSOL e de movimentos alinhados, para discutir a criação de um partido, capaz de virar a página do PT, que virou caso de polícia, recuperar o ideário e a credibilidade da esquerda.
Participaram Tarso Genro, ex-ministro da Justiça de Lula, ex-governador do Rio Grande do Sul e um dos ideólogos do PT, e o senador Lindbergh Farias, ex-presidente da UNE nos bons tempos e agora preterido para a presidência do PT pela senadora Gleisi Hoffmann, apoiada por Lula.
E quem não participou? Lula, com um detalhe dado pela repórter: a reunião foi na segunda e Lindbergh se encontrou com Lula na terça, mas não falou nada sobre ela. Consta que Lulinha Paz e Amor ficou uma fera.
Com a Lava Jato fazendo a maior faxina política da história, com a casa e os partidos de pernas para o ar e os políticos feito baratas tontas, o momento é ideal para identificar sobreviventes e novas lideranças e reaglutinar as forças de esquerda, centro esquerda, centro, centro direita e direita.
Surgirá daí o equilíbrio político do País, com um aceno importante, e equilibrado, do procurador-geral da República, Rodrigo Janot: pau puro para quem roubou, corrompeu e foi corrompido na “lista Janot-Fachin”, mas punição calibrada para os que aderiram à cultura das campanhas e doações, mas não enriqueceram com ela.
Com isso, dá para passar a peneira e abrir novas perspectivas para o País, lembrando sempre que a democracia é intocável e que todos os políticos têm direito de atuar, mas dentro das suas regras. Assim como a esquerda se rearticula, as demais forças também. Entretanto, a extrema direita defender a volta da ditadura militar não é articulação, é ameaça.
Reaglutinação implica novas lideranças, debates sobre o País e reunião de pessoas que veem o mundo, o Brasil, a política, a economia, o papel do Estado e a força do setor privado sob a mesma ótica. É fundamental nesse processo excluir os condenados pela Justiça e os que criaram falsos partidos só para levar vantagem. Logo, reaglutinação partidária sem reforma política é chover no molhado.
Publicado no Estadão da Sexta Feira 23/06/2017 – Autora: Eliane Cantanhêde
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Finalizando
“Um político divide os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos”
Friedrich Nietzsche – foi um filósofo, critico cultural e poeta alemão
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Chega de Corruptos e Corruptores
Se liga São Paulo
Acorda Brasil
SP-24/06/2017
Ouça abaixo os programas “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foram ao ar pela rádio Rock n’ Gol:
*A coluna é também publicada na pagina Facebook: “No intervalo do Esporte”
*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.
