OMNI atua de maneira irregular no estacionamento do estádio em Itaquera desde 2014

Recentemente, descobriu-se que o presidente do Corinthians, Roberto “da Nova” Andrade, assinou ata de reunião do Arena Fundo, gestor do estádio em Itaquera, dois dias antes de se eleger presidente.
A fraude ocasionou-lhe pedido de impeachment, que tramita no Parque São Jorge.
Observando item deste documento, assinado em 05 de fevereiro de 2015, há o seguinte destaque:
- (ii) ratificar a celebração do CONTRATO DE CESSÃO DE USO DE ESPAÇO PARA EXPLORAÇÃO COMERCIAL DE ESTACIONAMENTO E OUTRAS AVENÇAS, bem como aprovar o plano de negócios , celebrado entre SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA, associação civil sem fins lucrativos, com sede na Rua São Jorge, n. 777, Tatuapé, São Paulo, Estado de São Paulo, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 61.902.722/0001-26, (CLUBE); FUNDO; e OMNIGROUP SOLUÇÕES E CONSULTORIA LTDA – ME., sociedade por quotas de responsabilidade limitada, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 11.123.730/0001-04, com sede na Cidade São Paulo, Estado de SP, na Rua Brigadeiro Vilela Junior, nº 114, 01 andar(OMNI);
A palavra “ratificar” indica que o contrato com a OMNI em Itaquera já existia antes mesmo de ser autorizado, indevidamente, pelo Fundo.
Em verdade, desde 2014, quando iniciaram-se as atividades da Arena, a empresa já cuidava do estacionamento, mesmo tendo em seu contrato social a finalidade explícita de “equipamentos de informática e hospedagem na internet”.
A situação era absolutamente ilegal.
Somente em setembro de 2016, dois meses atrás, no período em que a fraude de Roberto Andrade foi descoberta, a OMNI indicou a abertura de filial (para o endereço do estádio) e mudou seu objeto social para “estacionamento de veículos”, mais de um ano após a aprovação pelo FUNDO, superando dois anos desde o início das operações.
É fato que os três “Presidentes”, Andres Sanches (operador do contrato), Mario Gobbi e Roberto Andrade, tinham conhecimento desta irregularidade, mas, de maneira conivente, lavaram as mãos.


