O Corinthians é vítima de quem ?

andres mané negão

Conversas de whatsapp, divulgadas ontem pelas mais diversas mídias, trouxeram à tona relações comerciais entre empresários de futebol, dirigentes e conselheiros do Corinthians.

Um mercado paralelo, de hábitos e nomes amplamente conhecidos, não apenas no clube, mas também dos jornalistas.

Não há setorista ou repórter bem informado, que frequente o Parque São Jorge, desconhecedor do assunto.

Repete-se, também, como ocorreu no episódio da prisão do vice-presidente alvinegro, o ex-bicheiro André Negão, flagrado pela Operação Lava-Jato da Polícia Federal em recebimento de indevidos R$ 500 mil oriundos da ODEBRECHT (construtora do estádio em Itaquera), o procedimento da diretoria do Corinthians em afirmar que o clube é “vítima”, porém sem especificar do que, ou de quem.

Em todos os casos, os infratores pertencem à própria gestão.

Negão é vice-presidente, Mané da Carne (citado no esquema da base), conselheiro, ex-assessor de Andres Sanches enquanto presidente e atual funcionário do Deputado em Gabinete Parlamentar, Fabio Barrozo, à época, Diretor da Base com amplos poderes, Eduardo “gaguinho” Ferreira, Diretor de Futebol (cargo mais importante do clube depois da presidência – braço operacional de Sanches desde os tempos de “Fora Dualib”), Onofre Almeida, atual Diretor Geral da base… e por ai vai.

Acreditar, por exemplo, que o presidente Roberto “da Nova” Andrade nada sabia, e que é vítima de pessoas com quem divide não apenas a gestão do Timão, mas também convivência em longos anos de amizade, é discurso, preparado pelo Departamento Jurídico alvinegro, sempre orientado pelo grupo “Corinthianos Obsessivos” (que mais parece um “Departamento de Abafa”) absolutamente destoante dos fatos.

Obsessivos que, pela mãos do Dr. Sérgio Alvarenga (líder do grupo), ingressou no Parque São Jorge com retórica moralizadora, mas serviu apenas para encobrir, juridicamente, maus feitos de gestores, inclusive quando, na gestão Gobbi, apregoavam rompimento, mas, após notarem que o líder defendido tratava-se de elemento com hábitos e ideias semelhantes aos antecessores, comodamente, preferiram manter-se, pelo poder, na cadeira que ocupam até dos dias atuais.

Se a diretoria, por razões óbvias (explicadas neste texto) não pode, nem tem moral para posar de vítima, cabe agora aos conselheiros tomarem as rédeas da situação, exigindo não apenas minuciosa apuração interna, mas a instauração de Inquérito Policial e protocolização de denúncia oficial no Ministério Público de São Paulo.

Devem ser afastados do Corinthians, imediatamente, o conselheiro Mané da Carne, o diretor da base, Onofre Almeida e o diretor de futebol Eduardo Ferreira (que podem, por razões óbvias, no exercício de suas atividades, interferirem nas investigações).

Faz-se necessária, também, a oitiva de quem dizia saber do assunto, mas não tomou providências.

Nesse caso, explicitamente, o vice-presidente Jorge Kalil, que confirma ter brigado com Mané da Carne no Parque São Jorge, chamando-o de “Ladrão”, mas não abriu procedimento oficial para punição do dirigente.

andres e bandidagem

EM TEMPO: o Corinthians precisa explicar os motivos pelo qual, como vítima que alega ser, concedeu ao ex-dirigente Fabio Barrozo (dos rolos da base) carta de referência positiva, após o “acerto” de sua demissão.

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