Parte do extenso currículo policial de André Negão, preso durante depoimento da “Operação Lava-Jato”

(publicação de fevereiro de 2015)
Ex-bicheiro? Confira provas das três prisões (uma delas, recente), de candidato do Corinthians por “Jogo de Bicho”
É de conhecimento do associado do Corinthians, principalmente daquele que vive o dia-a-dia do Parque São Jorge, que apesar do candidato a presidente pela chapa “Renovação e Transparência”, oficialmente, ser o vendedor de veículos Roberto “da Nova” Andrade, em caso de vitória, o comando efetivo do clube caberá a André Negão, que concorre como vice.
Para muitos, uma temeridade.
Nos últimos anos, Negão vem tentando melhorar a imagem truculenta que marcou sua chegada ao clube, período em que transitou, segundo relatos, da profissão de “jagunço” para a de banqueiro de “Jogo de Bicho”.
Uma alcunha que lhe incomoda tanto que, pouco tempo atrás, em entrevista, o agora candidato chegou a se referir a si próprio como “ex-bicheiro”, amparando-se no fato de que suas duas prisões em flagrante por este delito, até então, datavam da década de 80, quase 90.
Porém, em dezembro de 2011, talvez por descuido de algum desavisado ou não remunerado Delegado de Polícia, André Negão, mais uma vez, se viu preso, em flagrante, por contravenção penal ligada não apenas ao “Jogo de Bicho”, mas também à exploração de caça-niqueis, acrescido de indiciamento por lesões corporais, que sugerem resistência a prisão.
Vale lembrar que, se nos anos 80, Negão era insignificante na vida política alvinegra, há menos de três anos atrás, período de seu novo “infortúnio”, ocupava cargo de diretoria do Parque São Jorge, além de ser responsável pelas obras do CT da Ayrton Senna, ao lado de Joaquim Grava (acusada, não por acaso, de superfaturamento na compra de materiais).
Confira abaixo os documentos oficiais do sistema da Polícia Civil de São Paulo, comprovando as prisões de André Luiz de Oliveira, vulgo André Negão (clique nas fotos para ampliá-las)
PRISÕES EM FLAGRANTE NOS ANOS DE 1985 e 1989
PRISÃO EM FLAGRANTE NO DIA 17 DE DEZEMBRO DE 2011
Por razões óbvias, é pouco crível que três prisões em flagrante pelo mesmo delito – além doutros mais, como agressões familiares, ameaças, etc. – sejam obra de uma conspiração para prejudicar o dirigente alvinegro, ainda mais com o próprio tendo afirmado, antes da última prisão, em 2011, que exerceu a profissão de bicheiro.
Fica claro, também, que o Corinthians não pode ser gerido – e será, em caso de vitória da chapa “Renovação e Transparência” no próximo dia 07 – por alguém com histórico de passagens em delegacias e prisões em flagrante, além doutras histórias mais, absolutamente incompatíveis com a grandeza, responsabilidade e honestidade que devem ser primordiais no currículo de um presidente ou vice de um clube de tamanha importância.




