FIFA mudou para que nada seja alterado

gattopardo

O suiço Gianni Infantino venceu as eleições para a Presidência da FIFA, após disputa acirrada em primeiro turno e ratificação com sobras no segundo.

Trata-se, porém, de uma revolução “gattopardista”, ou seja, com o famoso lema de “mudar para que nada seja alterado”.

Infantino, há anos, é figura carimbada nos bastidores amplamente denunciados do futebol.

Desde 2009, ocupava a cadeira de Secretário Geral da UEFA, obedecendo ordens de Michel Platini (a proximidade era tanta que lhe davam o tratamento de “braço direito”), banido do futebol (pelo período de seis anos) por acusações de corrupção.

É absolutamente improvável que não soubesse do que se passava nos gabinetes da entidade.

O discurso com inspiração em hábitos de João Havelange, entre os quais o inconveniente aumento do número de participantes da Copa do Mundo (de 32 para 42), que rebaixará, por certo, a qualidade do torneio para beneficiar alguns de seus eleitores, incomoda e demonstra o populismo de quem, tudo indica, se esforçará, nem sempre no melhor sentido da palavra, para manter-se no poder, com a evidente preparação para eleger, posteriormente, o ex-chefe Platini, que poderá concorrer após as duas reeleições previstas para Infantino pelo novo estatuto da entidade.

Por fim, é importante ressaltar, que não existia perspectiva melhor na vitória de seus concorrentes, todos, assim como o próprio suiço, oriundos de países absolutamente desimportantes, esportivamente, no contexto de resultados do futebol mundial.

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