São Paulo fechou com a Globo por necessidade, mas acabou fazendo bom negócio

ei e globo

Aprovado anteontem, em reunião do Conselho Deliberativo, o contrato assinado pelo São Paulo com a Rede Globo, que terá início em 2019, é de fato um bom negócio.

Mais para o clube e seus patrocinadores do que, talvez, para os torcedores.

A rapidez entre a apresentação do negócio e a concretização tem explicação na absoluta necessidade do Tricolor em acertar pendências importantes da agremiação, entre as quais salários de atletas, providas com a aceitação, surpreendente, de lotérica proposta de luvas, no valor de R$ 60 milhões, pela emissora carioca (talvez pela disputa de espaço com a Esporte Interativo), que não terá que ser devolvido, nem descontado do valor final, como era de costume no passado.

Além disso, a proximidade dos valores propostos pelas citadas concorrentes, mesmo que, eventualmente, a EI tivesse, financeiramente (não tinha) alguns milhões a mais, ainda assim justificariam a escolha pela Globo, que tem, no contexto geral da prestação de serviços, mais benefícios a oferecer.

Desde os tecnológicos (com quase a totalidade das TVs do país conectadas) até os comerciais (não há dúvida de que ter a marca exposta na Globo é mais atrativo para os anunciantes do que em qualquer outra concorrente).

Apenas o público perde um pouco com a manutenção do monopólio, ou, talvez, se tanto, com uma concorrente (ainda engatinhando no mercado), porque seria bem mais interessante uma disputa, no ar, entre todas as emissoras, dando à melhor transmissão a oportunidade de ser escolhida pela audiência, tendo ainda, este critério, como definidor de percentual a ser pago aos clubes, talvez até elevando o montante final a ser recebido.

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