Considerações após a grande conquista do Palmeiras

prass

O Palmeiras honrou sua história ao conquistar, com muita raça, a Copa do Brasil diante de um Santos que possuía jogadores mais qualificados e entrosados.

Emocionante, é o termo para definir Fernando Prass, agora, mais do que nunca, inesquecível para a torcida palestrina, autor que foi de defesas magníficas e ainda do gol (nas penalidades) que definiu a disputa.

Deve, porém, o Verdão, abrir os olhos para o futuro, corrigindo os diversos equívocos administrativos, que não podem ser ocultados pela euforia.

O mais grave deles, com anuência do COF, é o de se manter refém de injeções de dinheiro dum presidente milionário, abrindo mão, sem justificativa plausível, do ingresso no PROFUT, que, além de facilitar o pagamento das dívidas passadas, colocaria obrigações favoráveis a uma gestão saudável dentro do clube.

Espera-se, também, que a equivocada política de contratar dezenas de jogadores medianos seja substituída pelo incentivo aos jogadores da base, cada vez mais necessários num mundo da bola marcado pelas obscuridades dos negócios e a nivelação dos atletas (sejam mais famosos ou novatos).

A empolgação, justa, deve nortear o desejo do torcedor de ajudar o clube (não dos organizados, que ontem, noutro deplorável episódio, agrediram o narrador da Rede Globo, Cleber Machado), proporcionando-lhe mais recursos financeiros, mas os dirigentes precisam estar à margem dos sentimentos, agindo com racionalidade, para aproveitar, adequadamente, o momento propício à evolução.

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