“Ou esses caras são presos, ou eles continuarão sugando o futebol brasileiro”, diz Romário sobre venda da convocação da Seleção Brasileira

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Por Senador ROMÁRIO

Sabe aquele futebol apaixonado e emocionante? Lembra do tempo em que usávamos a camisa da Seleção com orgulho? Dá época em que podíamos reclamar de tudo no Brasil, menos do futebol? Pois é, este tempo passou.

O futebol brasileiro já foi um império, com muralhas erguidas por grandes jogadores ao longo de décadas. Éramos a nação do futebol, não porque o marketing ditava isso, simplesmente porque a paixão por este esporte brotava em cada esquina.

Hoje nos deparamos com notícias como essas: Seleção vendida! Jogador que entra em campo por valor de marketing. Escalação feita por empresários. Tudo isso registrado em contrato. É o que comprova os contratos obtidos e divulgados pelo jornal Estadão. Nestes documentos de contratos de amistosos, ficou estipulado, por exemplo, que a seleção deveria entrar sempre em campo com seus principais nomes, sem qualquer possibilidade de testar jovens jogadores ou fazer uso dos amistosos para preparar o seu time olímpico. “A CBF garantirá e assegurará que os jogadores do Time A que estão jogando nas competições oficiais participarão em qualquer e toda partida”, diz o artigo 9.1. Ou outros absurdos como: o jogador que substituir o “titular”, precisa ter o mesmo “valor de marketing”.

Sim o futebol é um negócio altamente lucrativo, porque é fomentado por paixão. Uma fonte inesgotável de lucro. Pensando assim, é fácil entender porque hoje eles fabricam ídolos.

Espero, mais uma vez, que o técnico Dunga não seja conivente com este esquema nojento.

Não podemos mais pensar o futebol como pensávamos antigamente, hoje o marketing é fundamental para todos os esportes, porém não se deveria mudar a essência do que acontece em campo. O que acontece nos gramados deve pautar as ações de marketing e não o contrário.

O futebol sofre porque os atuais gestores agem por conveniência. Eles “modernizaram” apenas o que poderia maximizar os seus lucros. Mas mantiveram a tirania, a falta de transparência e a permanência eterna no poder.

Na verdade, para mim, nada disso é novidade. Por isso tenho tentado emplacar uma CPI para investigar esses criminosos. Sim, criminosos. Estas transações milionárias, com empresas de fachada em paraísos fiscais, como mostra o jornal, é feita longe dos olhos da Receita Federal. Ou seja, evasão de divisas e sonegação fiscal. Uma quadrilha camuflada pelas cores da nossa bandeira, pelo nosso patrimônio cultural e solenemente festejada ao som do hino nacional.

Não há alternativa,  como sanguessugas até sua morte definitiva. O que já não está muito longe.

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