Pagar as contas em dia e gastar apenas 70% do faturamento: o futebol sairá da fantasia para a realidade

Casos Lyon e Galo-Cruzeiro escancaram imoralidade dos bastidores no futebol

Há anos o futebol brasileiro vive num mundo absolutamente irreal, em que dirigentes, absolvidos pela falta de punibilidade, preocupados apenas em manutenção de poder, gastam o que os clubes tem em caixa, o que não existe, o que prometem e quando não há mais o que solucionar, partem para enlouquecidos empréstimos bancários.

O resultado é pura fantasia, em que a gestão que rouba mais, e melhor, tenta levar vantagem sobre os que se portam no limite da responsabilidade e moralidade.

Um disputa desleal, que por vezes consagra os corruptos, mas encobre o caos financeiros de suas agremiações.

Duas resoluções da nova MP do Esporte, se realmente levadas as cabo, prometem altera este cenário.

Com a obrigatoriedade de pagar as contas em dia, além de gastar, no máximo, 70% do que arrecadam, a realidade será reinstaurada no mundo do futebol.

Clubes com administrações competentes levarão vantagem sobre os que insistirem nos hábitos da “malandragem”, retirando destes a vantagem adquiridas por anos de práticas ilícitas e irresponsáveis.

O grande, se bem gerido, será ainda maior, o médio voltará a ter chances e os pequenos, com juízo, sobreviverão.

Sofrerão, no início, os torcedores acostumados com as ilusões, e os dirigentes, ávidos pelo lucro fácil (que perderão, ao menos, essa boquinha), mas a longo prazo ganhará todo o futebol brasileiro, que será forte financeiramente, cada qual no seu limite, se as coisas caminharem a contento.

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