Coluna do Fiori

fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

“A decência humana não é derivada da religião. Precede-a.”

(Christopher Hitchens)

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21ª e 22ª Rodada da Serie A do Brasileirão – 2014

Sábado 13/09

Fluminense 3 x 0 Palmeiras

Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)

Item Técnico

Durante o transcurso da refrega, inverteu e deixou de marcar algumas faltas; por volta do 33 minutos, com placar 1 x 0

– um dos atacantes da equipe carioca, lado direito, próximo da linha de fundo, efetuou cruzamento rasteiro, pouco a frente

– ocorreu o carrinho na bola, do defensor palmeirense Renato; como conseqüência do movimento corporal,

– dos braços foi atingido pela bola,

Errou

No momento do cruzamento, assim como, do carrinho, Elmo Resende estava bem posicionando, visão livre, mesmo assim,

– apitou e sinalizou a marca da cal; entendi que acatou a opinião do árbitro adicional 02 – Bruno Resende da Silva (GO)

– e, prejudicou o Palmeiras

– Fred cobrou e marcou: Fluminense 2×0

Concluindo

Não sabe nada; faz parte do grupo dos prestigiados árbitros da Federação Goiana de Futebol

Domingo 14/09

Flamengo 1 x 0 Corinthians

Árbitro: Sandro Meira Ricci (FIFA-PE)

Item Técnico

Não ocorreu a penalidade máxima contra o Corinthians; explico:

– Fagner, zagueiro corintiano, estava com o braço esquerdo colado ao corpo (estomago) no momento do

– chute efetuado por seu oponente Everton; de modo repentino, a redonda bateu no seu braço, fato que

– expôs a legalidade do lance; incorretamente, Sandro Meira Ricci apitou e sinalizou a marca da cal

– penalidade cobrada por Eduardo da Silva, defendida por Cássio

Gol Irregularmente legalizado

Quando Léo Moura, defensor do Flamengo, cruzou a bola pro interior da área do Corinthians; seu parceiro

– Eduardo da Silva, estava na posição de impedimento, assim que tocou na redonda, configurou a irregularidade;

– neste momento, caberia ao assistente 02 – Elan Vieira de Souza (PE), o dever e obrigação de sinalizar o impedimento;

– como não o fez, errou e feio

Conclusão

Corinthians prejudicado

São Paulo 2 x 0 Cruzeiro

Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (FIFA-RS)

Itens Técnico/Disciplinar

Acertou quando marcou a penalidade máxima praticada por Dedé, atleta do Fluminense, no oponente

– Paulo Henrique Ganso; no entanto, errou, por ter feito média, não advertindo Dedé com o segundo amarelo;

– somado ao primeiro = expulsão

22ª Rodada – Quarta feira 17/09

Cruzeiro 2 x 0 Atlético-PR

Árbitro: Marcelo Aparecido de Souza (SP)

Item Técnico

Pouco exigido; trabalho normal

Item Disciplinar

Após marcar o tento de abertura, Alisson, comemorando o fato, correu pra torcida. Na volta;

– corretamente, amarelado

Palmeiras 2 x 2 Flamengo

Árbitro: Anderson Daronco (ASP-FIFA- RS)

Item Técnico

1º – Conforme justificativas dos intelectuais na interpretação das leis do jogo, Anderson Daronco,

– deveria e poderia ter marcado infração do flamenguista Eduardo, por ter tocado a mão na bola,

– antes de passá-la, pro Alecsandro marcar o segundo gol. Né não?

2º – próximo do termino da primeira etapa, bola cruzada pro interior da área rubro-negra; Henrique,

– atacante palmeirense, subiu para cabecear, estando no ar, intencionalmente, foi empurrado por seu

– oponente João Paulo; penalidade não marcada. Palmeiras prejudicado

Item Disciplinar

Nos primeiros momentos, após praticar falta, Juninho, defensor palmeirense, recebeu cartão amarelo; minutos após

– com maior gravidade, praticou outra; na cara dura, Anderson Daronco se fez de migué, não deu o amarelo

Cartão Vermelho

Após perder a disputa da bola, o sempre indisciplinado Valdivia, atacante palmeirense, olhou e viu o oponente Amaral

– no solo, de propósito, levantou a perna, desceu e pisou no gogó do mesmo. Expulsão correta

Quinta Feira 18/09

Corinthians 1 x 1 Chapecoense

Árbitro: Felipe Duarte Varejão (ES)

Item Técnico

Inverteu e deixou de marcar faltas, como principal; estando bem colocado, com visão livre, Felipe Duarte Varejão,

– deixou de marcar a penalidade máxima, cometida por um dos defensores da Chapecoense, quando da não completada

– chave de pescoço no corintiano Guerreiro. Corinthians prejudicado

Item Disciplinar

Cartões amarelos, corretamente aplicados

Grêmio x Santos

Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (FIFA-MG)

Itens Técnico/Disciplinar

Trabalho aceitável

Omissão

Cabe aos representantes das leis do jogo, descrever na súmula da contenda, todo tipo de anormalidade, incluindo, o comportamento do publico. As câmeras das TVs mostraram que maioria do publico presente, vaiou e ofendeu o goleiro Aranha durante todo transcurso da contenda; meramente, impossível, que nenhum dos representantes das leis do jogo, principalmente o árbitro, não tenham ouvido e presenciado os fatos, no item Ocorrências/Observações, o árbitro Ricardo Marques Ribeiro, nada constou

Pergunto

Por ter omitido a verdade, Ricardo Marques Ribeiro, será punido ou não?

Política

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ALGUMAS REALIZAÇÕES DO GOVERNO PETISTA

1- Porto no Uruguai: US$2,6 bilhões

2 – Perdão de dividas de 12 países africanos: US$ 950 milhões

3 – Rombo na Petrobras e, Eletrobrás: US$ 100 bilhões

4 – 39 Ministérios para cabide de emprego dos petistas: US$ 58 bilhões

5 – Metrô na Venezuela: US$ 1,6 bilhão

6 – Refinaria de petróleo no NE para refinar petróleo só da Venezuela: US$ 2,5 bilhões

7 – Copa do Mundo: mais de R$ 30 bilhões

8 – Porto Mariel em Cuba: US$ 2,5 bilhões

9 – Hidrelétrica na Nicarágua: US$ 2,3 bilhões

10 – Prejuízos com atrasos nas obras do PAC: R$ 28 bilhões (só em 6 projetos)

11- Prejuízo com negocio mal feito de Pasadena: US$ 1,18 bilhão

12- Rodovias para escoar a produção de coca na Bolívia: US$ 333 milhões

13 – Doação em 2012 aos países africanos: Etiópia, Malawi, Moçambique, Níger e Senegal, para compra de alimentos produzidos na própria região, conforme informou a Organizações das Nações Unidas para Agricultura e alimentação (FAO): 2 375 bilhões

14 – Doação para compre de alimentos a países africanos, em 2012: US$ 2 375 milhões

15 – Investimento a fundo perdido, de 2005 a 2009: a primeira fabrica de medicamentos contra AIDS da África; em Moçambique, fazendas experimentais de arroz no Senegal e de algodão em Mali; projetos agropecuários, de combate ao trabalho infantil e de capacitação de docentes para o ensino de português no Timor-leste, e a implantação de bancos de leite humano de 22 países da África: US$ 2, 9 bilhões

A Democracia fragilizada

Mais uma vez uma grande decepção se delineia para o povo brasileiro. Em depoimentos à Policia Federal o ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, declarou que políticos da base de apoio ao governo central participavam de um esquema de corrupção envolvendo aquela empresa e grandes empreiteiras. O fato envolve nomes de expressão no cenário político atual  colocam o nosso governo no centro de um escândalo idêntico ou até maior que o “mensalão”.

Advogados renomados e regiamente pagos, certamente, entrarão neste processo, e com base em trâmites jurídicos longos, prolongarão no tempo os possíveis julgamentos finais. O povo brasileiro, conforme experiências vividas em passado, já se manifesta com a costumeira assertiva: “Não vai dar em nada!”, selo de descrédito em nossas instituições. É neste ambiente conturbado que a eleição presidencial e as legislativas se aproximam. Com o auxílio de marqueteiros e homens de comunicação social prevê-se um verdadeiro “vale tudo”, recomendado inclusive por lideranças políticas que nos governam.

A propaganda eleitoral mostra ainda o nível daqueles que comporão o nosso Congresso e as Assembléias Legislativas. Com exceções, são participações hilárias onde predominam excentricidades, direitos inatingíveis e assistencialismos exacerbados. São representantes de trinta e dois partidos com os costumeiros objetivos de aproveitamento de futuros cargos públicos ou de benesses dos governos central ou estadual. Agora com este novo escândalo, está bem claro que a “base governamental” sempre teve como objetivo evidente o apoio ao governo central em troca de favores e dinheiro público. Fatos que causam indignação e revolta do nosso povo, que não merece um Legislativo encabrestado pelo Executivo. Assim, a pobreza política de nosso país continuará!

E o que se pode dizer do nosso poder Judiciário? Com o êxito alcançado nos julgamentos do “mensalão” e da atuação impar de seu antigo presidente, tornou-se uma esperança para os brasileiros. Entretanto, a presença ideológica e partidária em todos os seus níveis, uma execução penal complexa e prolixa, ininteligível para a maioria do povo são alguns dos aspectos que comprometem a sua credibilidade. E, sem contar, o predomínio da ab-rogação do mérito e as inúmeras indicações políticas que ferem o artigo 101 de nossa Constituição. Neste país continental, com duzentos milhões de habitantes, em que impera a permissividade e a impunidade, necessitamos de um Judiciário que marque sua presença não só com justiça e isenção, mas também com celeridade e punições mais severas no rigor da lei.

Talvez em razão dos fatos apresentados, as indagações quanto às posições das Forças Armadas no atual sistema democrático em que vivemos se avolumam nas redes sociais. “Só Deus e os militares poderão nos salvar!” é o que se lê e se ouve nestes tempos de descrédito. E isso se repete agora como já aconteceu em épocas pretéritas.

O desmando dos governos, a corrupção em todos os níveis das instituições, a situação econômica frágil, a Justiça comprometida, o nepotismo, as mordomias, a falta de segurança são aspectos que, entre outros, fazem o povo clamar. Aliás, tal clamor não vem somente das “zelites”, como diz um político e filósofo popular. Vem, inclusive, das classes mais simples do povo.

Mesmo com uma campanha difamatória conduzida por alguns órgãos de imprensa, ideólogos e intelectuais de esquerda e ainda integrantes do mundo artístico, os militares continuam com a sua credibilidade em alta, acima, inclusive, de entidades religiosas; e estão se transformando em “válvula de escape” do clamor popular, fora e dentro dos quartéis. Como fazem parte da sociedade, os militares tudo ouvem, pelo menos, por enquanto, permanecendo o silêncio obsequioso que adotaram. Este silêncio, entretanto, está provocando situações preocupantes. Nos programas dos candidatos presidenciais pouco se diz a respeito das Forças Armadas.

Como se não fossem bastantes as ações unilaterais da Comissão da Verdade, agora surge o parecer enviado ao STF pelo Procurador-Geral da República defendendo a revisão da interpretação atual da Lei da Anistia. Quanto a esta nova interpretação  ― contrária à definição propalada pelo STF em 2010 ―  é de se perguntar se ela também abrangerá os diversos crimes praticados pelos radicais de esquerda, muitos deles imprescritíveis.

A continuar esta exclusão e atitudes revanchistas flagrantes, as Forças Armadas, em 2015, também poderiam participar da Marcha dos Excluídos, realizada em várias capitais do país logo após os desfiles do Sete de Setembro. Poderiam expor suas apreensões, anseios e vindícias, como protesto contra as ações deletérias que vem sofrendo.

É ainda pertinente falar do controverso Decreto 8243/2014  ― também chamado de bolivariano ―  elaborado pelo atual governo e que será analisado pelo Congresso. Ele abre as portas para o ingresso de reais “sovietes” no Ministério da Defesa e, em conseqüência, em nossas Forças Armadas. O citado decreto consta dos programas das duas candidatas que lideram as pesquisas, e é uma das principais orientações dos intelectuais gramcistas do Fórum de São Paulo.

Em nosso país, para aqueles que não viveram o período que antecedeu o Movimento de 64, políticos inescrupulosos fomentaram a divisão entre oficiais e praças de nossas Forças, objetivando ferir frontalmente os princípios basilares das instituições militares: a disciplina e a hierarquia. Estas ações desagregadoras foram decisivas para a atitude adotada pelos líderes militares da época.

Espera-se que nossas autoridades políticas estejam atentas para os fatos assinalados e que atendam os clamores de nosso povo. Ou, então, tempos incertos e de descrenças estarão presentes em nossas instituições. E aí a nossa democracia estará inexoravelmente fragilizada.

Rômulo Bini Pereira

General de Exercito da reserva

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Finalizando

“Quem não quer se queimar ou provocar um incêndio, tampouco deveria brincar com fogo”.

Elisa Machado

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Chega de Embuste, de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-20/09/2014

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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