Semifinais da Copa do Mundo – nossa análise
Sessenta partidas depois, chegamos às tão esperadas semifinais da Copa do Mundo 2014.
Por sorte, grandes jogos se apresentam, com a classificação de quatro das melhores equipes do torneio, de fato e direito.
Brasil e Alemanha tem diversas nuances a serem analisadas, ainda mais num embate tão particular, em que qualquer equivoco jogará por terra anos de preparação.
Jogaram apenas uma vez em toda a história das Copas, com vitória brasileira da final de 2002.
Tradicionalmente, os alemães costuma tremer nos encontros com o Brasil, fator psicológico que precisa ser levado e consideração, mas, atualmente, se as equipes, cada qual em seu estilo, se equivalem na força do conjunto, é nas singularidades que os europeus, ainda mais com a ausência certa de Neymar e Thiago Silva, podem levar alguma vantagem.
Dá para o Brasil vencer, porém, um resultado positivo contra a Alemanha, nessas condições, seria das mais épicas conquistas do futebol tupiniquim.
No outro embate, há também uma final de Copa do Mundo a ser relembrada, em que os argentinos, em casa, venceram a ótima equipe holandesa, em 1978.
Hoje em dia, nenhuma equipe se sobressai sobre a outra, com Robben, Van Persie e Sneijder formando um trio que, amparado por um sistema defensivo eficiente, possue a liberdade necessária para criar problemas aos adversários, enquanto a Argentina, que começou a Copa com dificuldades defensivas latentes, não apenas parece ter se acertado nessa questão, mas conseguiu manter fisicamente saudável o maior diferencial de todas as equipes do torneio, um gênio com a capacidade de decidir os campeonatos mais improváveis, de nome Lionel Messi.
Por isso, e também pelo apoio do torcedor argentino, que deve lotar o “Fielzão” na próxima quarta-feira, a Argentina é favorita contra a Holanda, esperando a definição de um Brasil e Alemanha de prognóstico difícil, mas, certamente, desejosa de que seus rivais principais passem de fase, para que uma inédita e épica final possa coroar uma Copa do Mundo das mais agradáveis dentro das quatro linhas.

