Corinthians dá resposta “inacreditável” a revista Exame
A última edição da revista Exame escancarou detalhes importantes, e preocupantes, do negócio “Fielzão”, envolvendo Corinthians, Governo e colaboradores.
Pegou leve, porém, ao tratar o estádio como de propriedade do clube, quando a própria Prefeitura de São Paulo, em suas notificações, trata a BRL Trust como dona real do empreendimento.
E, de fato, esta é a verdade, pelo menos até o clube honrar seu bilionário compromisso com os grupos que investiram na operação.
Em vez de se calar perante os fatos, inquestionáveis, o clube decidiu responder, e, novamente, se expôs ao ridículo.
A Exame diz que o custo final do estádio, até o momento, ultrapassa R$ 1,2 bilhão, incluindo juros e valores originais (na verdade, ultrapassa R$ 1,5 bilhão).
O Corinthians diz:
“(…) o custo total do estádio ficou em R$ 985 milhões, referidos a maio deste ano. O valor restante é relativo a juros bancários cobrados de empréstimos pontes necessários para custeio da obras, enquanto perduravam as longas negociações pelas fontes definitivas de recursos, e a obras do overlay (temporárias para a Copa do Mundo FIFA Brasil 2014).”
Qual é a diferença ?
Outro trecho inacreditável da Nota Oficial alvinegra é a tentativa de dissociar o custo do estádio do cálculo feito por número de assentos:
“Esclarecemos ainda que a melhor referência para analisar o valor do estádio não é a relação por assento, mas sim por metro quadrado.”
Mesmo o mais desmemoriado conselheiro do Corinthians há de se lembrar que a justificativa do vice-presidente alvinegro, Luis Paulo Rosenberg, tanto para barrar projetos anteriores de estádio, quanto para vender o atual ao clube, sempre tomou como referência o custo/assento, por sinal descumprido, a larga margem, ao final da referida obra.
Por fim, Pinóquio e seu companheiro de hábitos, o Barão de Munchausen, ficaram absolutamente constrangidos ao ler o trecho abaixo:
“Vale ressaltar também que a única participação do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva em todo o processo foi a intenção de que a Arena Corinthians fosse construída na zona leste de São Paulo.”
Na arte da dissimulação e da ciência da “mentirologia”, fica difícil o mundo dos personagens competir com a realidade petista de Lula e Andres Sanches.
