
Nos últimos dias, muito se tem comentado sobre o contrato firmado pelo genial Lionel Messi com o Barcelona, muito acima das possibilidades reais de pagamento da agremiação, que é das que mais arrecada no planeta.
Obviamente não se trata de caso único no mundo do futebol.
Aqui no Brasil, boa parte dos clubes utilizam-se desse doping financeiro, verdadeira bolha, inflada, irresponsavelmente, ano a ano, a custa de calotes, juros, refinanciamentos e demais procedimentos que acabam por sufocar a saúde financeira das instituições.
Não à toa, vários estão morrendo pelo caminho.
No Rio de Janeiro, Vasco da Gama e Botafogo estão quase irrecuperáveis.
Em Minas, o Cruzeiro, além de gastar o que não tinha, tomou empréstimos para preencher os bolsos de ladrões que administravam o clube.
Entre os que aparentam riqueza, o Corinthians é o maior exemplo de fantasia.
Boa parte das conquistas recentes se deram sob comprometimentos financeiros inviáveis, ou seja, o clube montou times que não podia sustentar.
A curto prazo, os resultados esportivos enganaram torcedores e elevam dirigentes irresponsáveis, quando não corruptos, ao patamar de grandes gestores, permitindo, durante algum tempo, que o ciclo se repetisse até a ‘fonte’ secar totalmente.
Depois, sem nome na praça, devendo o que dificilmente conseguirá equacionar, o clube diminuiu a qualidade dos jogadores contratados e a queimar jovens promessas no desespero de pagar as contas do mês seguinte.
Esse é o atual patamar do Timão.
Daí por diante, seguindo nessa toada, sem a implementação de uma política de austeridade e recuperação, não haverá destino outro, para todos os que seguirem nesse modelo de gestão, que o de rebaixamentos de campeonatos e demais tristezas associadas.