
O Palmeiras foi punido pelo Comitê Disciplinar da FIFA por ter introduzido no contrato de transferência de Roger Guedes para o Shandong Luneng, da China, clausula irregular obrigando o comprador a repassar-lhe 3 milhões de Euros em negociação futura do atleta.
Porém, mais do que esse grave erro jurídico, o processo revelou que o clube pode ter mentido ao divulgar valores da transação.
À época, os cartolas palestrinos disseram que os chineses pagaram 9,5 milhões de Euros pelo jogador.
Documentos da FIFA revelaram que o negócio foi fechado em 4 milhões de Euros.
5,5 milhões de Euros a menos (os tais 3 milhões de Euros que levaram o Verdão a ser punido não entram na conta, por tratar-se de taxa extra, para pagamento futuro, que, agora, não mais ocorrerá).
Em julho de 2018, período do acordo, 4 milhões de Euros correspondiam a R$ 18,3 milhões.
Exatamente o valor discriminado no balanço do clube, em 2019:

Há de ser levado em consideração que o Verdão possuía apenas 45% dos direitos do atleta e que, por conta disso, teve que repassar os demais 55% a terceiros.
Ou seja, dos R$ 18,3 milhões, apenas R$ 8,2 milhões, de fato, segundo a documentação exposta pela FIFA, seriam do clube.
Não há menção alguma dessa movimentação, nem nos documentos oficiais palestrinos, muito menos em atas de conselho ou pronunciamentos públicos da diretoria.