Ao solicitar à Policia Federal investigação sobre as movimentações financeiras do jornalista Glenn Greenwald, o Ministro da Justiça, Sergio Moro, revela a covardia habitual dos poderosos quando desmascarados.
Apesar de diversos órgãos de imprensa estarem divulgando a ‘vaza-jato’, conjunto de mensagens trocadas entre procuradores e juiz que revela promiscuidade entre as partes, o ex-magistrado não teve coragem de intimidar os mais fortes (FOLHA, VEJA, etc), partindo para o ataque contra o menos protegido.
Moro, desde o depoimento no Senado, ação repetida, ontem, na Câmara, tem tratado Greenwald, ganhador dos principais prêmios da profissão, como se fora iniciante em busca de fama, em manobra calculada de desqualificação.
O objetivo é jogar uma ‘cortina de fumaça’ sobre os fatos.
A atitude, de utilizar a PF, como se fosse segurança particular, contra um jornalista que cometeu o ‘crime’ de divulgar verdades que os poderosos queriam escondidas, pode significar apenas o início de um comportamento repressivo do Governo contra a imprensa, sugerido em campanha, mas até então controlado.
Sociedade e os órgãos de classe ligados ao jornalismo precisam reagir com severidade.
